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Ficha 135 – A Comunidade, Formadora de Discípulos Missionários (6)

| 11/10/2017 | 0 Comentário

Essa Ficha aborda a importância do testemunho da comunidade no processo de formação do seguidor de Jesus Cristo. Está baseada nas Constituições Lumen Gentium  e Gaudium et Spes, do Vaticano II, nos documentos das conferências de Medellín, Puebla e de Aparecida, e especialmente no Documento 107, da CNBB: “Iniciação à Vida cristã: itinerário para formar discípulos missionários”, os quais iluminam a ação evangelizadora da Igreja, chamada a fazer de todos os seus membros discípulos missionários de Cristo. A comunidade exerce seu papel de formadora na medida em que ajuda seus membros a encontrar-se com Cristo, a descobrir sua própria identidade e missão, tanto na Igreja como no mundo (GS40). Cabe a ela, ajudar na compreensão do significado da dignidade da pessoa humana e se posicionar contra toda ação que nega isso. Por isso, a formação dos cristãos deve ser querigmática, mistagógica, integral, permanente, testemunhal e, sobretudo, missionária.

As primeiras e primordiais ações formativas da comunidade eclesial são: ser mistagógica, vivendo a fé que professa; ser querigmática, isto é, anunciar o Cristo ressuscitado através do processo formativo dos cristãos e ser missionária. Na medida em que a Igreja se faz peregrina, desinstalada, samaritana e misericordiosa, ela forma os discípulos de Cristo e se assume também necessitada de formação (Doc 107, 109). A responsabilidade da formação brota da Missão de Jesus, do chamado que Ele fez, e que continua fazendo, a todos; por isso, essa missão não é uma tarefa que a comunidade pode executar, terminar e, depois, ficar livre dela. A missão de formar os cristãos faz parte da essência da comunidade, pois é na convivência fraterna, na solidariedade e no amor que une todos num só coração e numa só fé, que se aprende a ser imitador de Cristo, pois é Ele que vocaciona e impele para a missão. Na comunidade “formadora” não há espaço para individualismos e estrelismos que ocorrem em detrimento daquilo que é de todos, pois é  o próprio Cristo que assume a centralidade da formação do discipulado.

O exemplo mais marcante vem da última ceia, em que Jesus lavou os pés de seus discípulos, lembrando que Ele, o Mestre, o fazia para ensiná-los que assim também, eles deviam fazer uns aos outros. “Eu lhes dei um exemplo: vocês devem fazer a mesma coisa que eu fiz”. (Jo 13, 12-16). Jesus então, deixa claro, que a formação dos discípulos se dá pelo exemplo e através da prática. Lavar os pés é se fazer missionário, é ir ao encontro dos que mais precisam, é engajar-se na transformação da sociedade.

Na linha do magistério das Conferências Episcopais de Medellín e Puebla, o Papa Francisco destacou na Evangelii Gaudium, que, para que a Igreja seja, de fato, missionária, ela deve empenhar-se para que o Evangelho seja anunciado a todos, mas sobretudo aos pobres e àqueles que muitas vezes são desprezados e esquecidos, pois são eles “os destinatários privilegiados do Evangelho” (EG 48). Com suas atitudes, de serviço e acolhimento aos pobres, o Papa  tem mostrado que a Evangelização não deve ser vivida apenas dentro dos limites da Paróquia ou da comunidade, mas deve superar seus limites e fronteiras, alcançando a todas as criaturas.

Na América Latina, o Documento de Aparecida destaca cinco aspectos fundamentais do processo de formação dos discípulos missionários: O encontro com Jesus Cristo, como convite que dá início à vida cristã; a conversão, sendo a resposta de quem escutou e decide mudar a partir dos ensinamentos de Cristo; o discipulado, como formação integral; a comunhão, como participação no amor de Cristo vivenciado através da vida fraterna solidária; a missão, que consiste em  tornar realidade o amor de Cristo presente no serviço aos irmãos, sinal do Reino de Deus no mundo (D. Ap, 278).

A comunidade será formadora quanto mais ela for capaz de sensibilizar os cristãos para se compadecerem das dores do mundo. A melhor forma de fazer isso é dando o exemplo através da missão. Para o Papa Bento XVI, santidade e missionariedade da Igreja são duas faces da mesma moeda, pois só na medida em que é santa, isto é, cheia do amor divino, é que a Igreja pode cumprir a sua missão. Portanto, o que tem sustentado a Igreja é o sentido de sua própria missão pastoral santificadora: EVANGELIZAR, EVANGELIZAR E EVANGELIZAR. Ela faz isso sempre contando com o amparo maternal daquela que é a estrela da evangelização, Maria, a mãe de Deus e nossa. (Doc 107, 105)

Para Refletir

  1. Dos aspectos destacados nesta Ficha, qual o principal meio da Igreja formar os discípulos missionários?
  2. Quais são as características do discípulo missionário?

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Aguarde a próxima publicação: 25 de outubro de 2017–  Ficha 136  – O encontro com os irmãos que sofrem – A alegria de servir! (7)

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