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Ficha 134 – Comunidade: sinal do amor de Deus (5)

| 27/09/2017 | 0 Comentário

Continuando a reflexão da Ficha anterior, que abordou a importância das comunidades na Iniciação à Vida Cristã de seus membros, esta deseja colocar em destaque a compreensão teológica de que a presença de Cristo, através dos Sacramentos, transforma a comunidade em sinal do amor de Deus.

A Constituição Dogmática Lumen Gentium, do Concílio Vaticano II, no seu segundo capítulo discorre sobre a noção eclesiológica “Povo de Deus” afirmando que a Igreja é formada pelo conjunto de todos os batizados. Para isso, recordou as alianças que Deus estabeleceu com seu povo, a quem foi instruindo gradualmente, manifestando sua vontade. Essas alianças prefiguram a Igreja como sinal de Cristo, sacramento original e universal da redenção, porque expressa e realiza o encontro de Deus com os homens. Da sacramentalidade da Igreja, brotam os sacramentos, destinados à santificação de toda a comunidade eclesial”.

Os sete sacramentos marcam os momentos forte da vida das pessoas e as fortalece na caminhada, no serviço e no testemunho de Cristo. Batismo, Crisma e Eucaristia são os que introduzem o cristão na vida eclesial (Catecismo da Igreja, 1212-1405). O terceiro, como alimento da fé, deve ser repetido durante toda a vida, assim como a Reconciliação e a Unção dos enfermos, que são chamados de sacramentos de cura (Catecismo da Igreja, 1420- 1532). Já o sacramento do Matrimônio e o da Ordem, são chamados de sacramentos à serviço da comunhão e da edificação do povo de Deus (Catecismo da Igreja, 1533-1666).

A vida do povo de Deus, que já fora caminhante desde os primeiros tempos, é hoje vivida pela Igreja como sinal de amor, renovada nas palavras de Cristo: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14, 6). Ele é o Caminho, porque ninguém vai ao Pai senão por Ele! Cristo é a Verdade, porque n’Ele vemos a imagem do Pai; e Ele é a Vida, porque caminhando com Ele estaremos unidos ao Pai e teremos a vida.

As primeiras comunidades, pelo fato de ajudarem os cristãos a fazerem o seu encontro pessoal com o Cristo, passaram a ser conhecidas como o Caminho. Também hoje, as comunidades cristãs são chamadas a serem ‘caminho’ enquanto facilitadoras do processo catequético da Iniciação à Vida Cristã, ao proporcionar as experiências de comunhão de fé e de vida, através da convivência com os irmãos. Como ensina o Papa Francisco: “Ninguém se salva sozinho, isto é, nem como indivíduo isolado, nem por suas próprias forças”(Evangelii Gaudium, 113). Como sinal de amor, o povo de Deus é chamado a ser os olhos, os ouvidos, as mãos, a boca e o coração de Cristo no mundo; a ser servidor, assumindo o forte compromisso ético do cuidado de uns com os outros, com especial ênfase com os mais frágeis.

A vida na comunidade, alimentada pelos Sacramentos como sinais do Reino de Deus, leva o Discípulo Missionário a aprender o que é a missão, a levar o anúncio de vida aos irmãos e ao mundo. Para ensinar sobre a necessidade dos discípulos estarem unidos a Ele, Jesus usou a imagem da videira (Jo 15, 1-6) cujo centro é: “Eu sou a videira e vocês são os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, dará muito fruto” (Jo 15, 5). Jesus é o tronco e os cristãos os ramos. A água do batismo faz cada ramo nascer do tronco, carregando a mesma seiva da unção do Messias, para ser irrigada e fortalecida pela Palavra e pela Eucaristia, encontradas sempre na comunidade eclesial. Só n’Ele os ramos produzem fruto! Bem por isso, o cristão que se afasta da comunidade seca como um ramo cortado do tronco. Cristão fora da comunidade é como a brasa apartada da fogueira: vai se apagando até virar apenas cinzas.

A vivência do caminho proporcionado pela comunidade reflete suas dimensões de comunhão, serviço e missão estendidas a todos os batizados. São as palavras de Jesus quando deu o mandamento novo: “Se vocês tiverem amor uns aos outros, todos vão reconhecer que vocês são meus discípulos” (Jo 13, 35). O mergulho no mistério dos sinais do amor de Deus torna-se para o cristão uma tarefa constante, que dá caráter dinâmico à sua vida e o transforma em um permanente aprendiz, o aprendiz do caminho do Reino.

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Para Refletir:

  1. Quais os sinais ou práticas das comunidades cristãs que ajudam as pessoas a experimentarem o amor de Deus em suas vidas?
  2. Qual a importância da participação na vida da comunidade para o fortalecimento da fé cristã?

Orientações para a Interação:

a) Você poderá discutir este texto, presencialmente, com seus amigos na comunidade.

b) Você poderá enviar sua opinião usando a caixa de comentários abaixo.

c) Por fim, você poderá interagir no “Ambiente Virtual de Formação” da Arquidiocese. Acesse http://www.avf.org.br/ e siga as orientações.

Aguarde a próxima publicação: 11 de outubro de 2017. Ficha 135 –  A Comunidade – Formadora de Discípulos Missionários (6)

Acesse o cronograma das próximas Fichas de Estudos.

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