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Ficha 131 – Viver e testemunhar o mistério do Cristo no dia a dia (2)

| 16/08/2017 | 0 Comentário

Diante de um mundo tão cheio de sinais de morte, de disputa de poder, de ganância poder-se-ia perguntar onde encontrar sinais de vida e esperança? Onde estão os cristãos que fizeram o encontro com o Cristo que lhes mudou a vida? No que a vida dos cristãos é diferente das pessoas que não professam fé alguma?

Na Ficha anterior, 130, ficou claro que esse encontro implica em mergulhar no mistério trinitário e assumir uma nova vida, na qual o cristão experimenta o alegre caminho de se transformar em discípulo missionário, defendendo a vida em todas as instâncias em que ela for ameaçada e servindo aos que estão à margem da sociedade. A isso, a tradição cristã dá o nome de mistagogia.

O mundo moderno oferece uma infinidade de opções e modos de vida, prometendo uma felicidade que nunca se alcança. Ele seduz, inclusive, os cristãos que, muitas vezes, se afastam da Proposta de Jesus Cristo e vivem como qualquer pessoa sem fé. Muitos são os que, acreditando que ao cumprirem o preceito dominical de “assistirem” a missa, julgam estar satisfazendo sua obrigação religiosa. Muitos, frustrando-se com as mazelas da sociedade moderna, chegam a questionar onde está Deus que não intervém para resolver a situação. O Documento 107, da CNBB, ao refletir sobre “A Iniciação à vida cristã”, insiste que a comunidade tem a missão de ajudar as pessoas a descobrirem que o encontro com o Cristo implica em uma vivência cristã que seja coerente com a fé que a pessoa diz professar.

Ao refletir sobre a importância da Palavra de Deus na formação do Discípulo Missionário, o Papa Bento XVI ensinou que toda a história da salvação mostra a íntima ligação entre a Palavra de Deus e a fé que se realiza no encontro com a pessoa Jesus Cristo, a quem se confia a própria vida. Cristo Jesus continua presente na história, no seu corpo que é a Igreja; por isso, a fé é um ato simultaneamente pessoal e comunitário (Exortação Apostólica Verbum Domini, (VD) 25). Lembrou ainda, que “as novas gerações têm necessidade de ser introduzidas na Palavra de Deus através do encontro e do testemunho autêntico do adulto, da influência positiva dos amigos e da comunidade eclesial” (VD 97).

Na Exortação Apostólica Evangelli Gaudium (EG), o Papa Francisco faz um apelo para que a Igreja recupere a catequese querigmática e mistagógica (EG, 166), a qual não pode ser reduzida à mera transmissão de conteúdo. Sua função é criar condições para que os cristãos façam o encontro com a misericórdia infinita de Deus Pai. A compreensão desse mistério trinitário ocorre através da formação continuada na comunidade, na valorização dos sinais litúrgicos, na participação da eucaristia. Ela é mistagógica porque a pessoa precisa descobrir que também ela deve se oferecer, tal qual o Cristo, para que o mundo seja transformado e seja sinal do reino, assumindo-se, portanto, testemunha de Cristo. Dessa forma, a sua vida se converte em catequese por excelência. Somente cristãos autênticos, firmes na fé podem atrair novas pessoas para o seguimento e para a vida da comunidade.

E aqui podemos nos lembrar de um texto do Evangelho de Mateus (19, 16-22), que conhecemos como a passagem do “jovem rico”. Nela, o jovem pergunta a Jesus o que deve fazer para possuir a vida eterna. Jesus lhe diz que deve cumprir os mandamentos, ao que ele responde que já observava todas essas coisas. Por fim, ele pergunta: “o que mais devo fazer?” Então Jesus responde: “se você quer ser perfeito, venda tudo o que tem, distribua o dinheiro aos pobres e então você terá um tesouro no céu, Depois venha e siga-me. Então, o jovem foi embora muito triste, porque era muito rico e não queria se desfazer de seus bens”.

De certa forma, assim é o homem moderno: quer obter a vida eterna, a felicidade plena, mas não quer desapegar de seus “bens materiais” e nem se comprometer com o projeto de Jesus. Mateus nos fala da “escolha fundamental” que o ser humano deve fazer (6, 19-24). O apego aos bens indica que a pessoa continua dividida. Ela adere verbalmente ao Cristo, mas, na prática, no dia a dia, continua vivendo como se não fosse cristão! Embora deseje, não consegue seguir o Cristo. Ela prefere confiar nas riquezas terrenas que são corroídas pela traça e pela ferrugem ou são cobiçadas e roubadas pelos ladrões; ao invés de confiar nas riquezas do céu que não são destruídas e nem roubadas.

Seguir Jesus significa viver e testemunhar Cristo no dia a dia; significa simplesmente ser humano a ponto de se compadecer das dores, das angústias e dos sofrimentos de seus semelhantes, significa estar imbuído do senso de fraternidade; significa escolher, dentre tantos, o caminho proposto por Jesus, o de construir o seu Reino todos os dias, dando testemunho do Cristo em todos os momentos da vida.

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Para Refletir:

  1. De que forma o sentido que você está dando à sua vida, é um testemunho cristão?
  2. É possível que alguém dê testemunho de Cristo, vivendo isolado ou na solidão?
  3. Você acha que a comunidade ajuda a pessoas a viverem uma vida coerente com o Evangelho?

 

 Orientações para a Interação:

a) Você poderá discutir este texto, presencialmente, com seus amigos na comunidade.

b) Você poderá enviar sua opinião usando a caixa de comentários abaixo.

c) Por fim, você poderá interagir no “Ambiente Virtual de Formação” da Arquidiocese. Acesse http://www.avf.org.br/ e siga as orientações.

Aguarde a próxima publicação: 30 de agosto de 2017. Ficha 132 – Mística Cristã: oração e contemplação a partir da vida (3).

Acesse o cronograma das próximas Fichas de Estudos.

Colabore com Equipe do AVF na produção e edição das Fichas. Saiba como acessando este link ou escrevendo para avf@arquidiocesecampinas.com

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