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Ficha 130 – O Discípulo de Jesus e a alegria de ser cristão (1)

| 02/08/2017 | 0 Comentário

Iniciamos essa nova sequência das Fichas de Estudo, propondo a reflexão sobre a relação entre “Vida Cristã” e missão da Igreja. O Papa Francisco tem insistido que a Igreja deve estar de portas abertas e pronta a acolher todos os que a procuram e dela precisam. Isso exige que ela reflita sobre seu modo de ser e de agir no mundo, para que seja cada vez mais sinal do Reino. Na assembleia de 2017, os bispos do Brasil aprovaram o Documento 107: “Iniciação à vida cristã: Itinerário para formar discípulos missionários” propondo às Igreja particulares (dioceses), uma retomada sobre a Iniciação à Vida Cristã.

A expressão “discípulos missionários” foi uma das marcas da Conferência de Aparecida, em 2007. Nela, se enfatizou que só pode ser missionário aquele que fez a experiência do encontro de fé, pessoal e comunitário, com a pessoa de Jesus ressuscitado, pois ser cristão não decorre de uma decisão ética ou da adesão a um conjunto de ideias, mas fruto de uma experiência pessoal com o próprio Jesus, que muda a vida daquele que deseja segui-lo (Encíclica Deus Caritas Est, 1). Por insondáveis caminhos, o Espírito do Senhor toca o coração e a vida das pessoas e as convida, não só para conhecê-Lo, mas também para segui-Lo. Dessa experiência com o Deus vivo surge a decisão de viver a vida segundo os seus ensinamentos. A encíclica destaca, então, que o seguimento a Jesus implica uma mudança de vida, aquilo que a teologia chama de “metanóia“ ou de conversão. Dessa forma, ser discípulo é perseguir um itinerário, ou no dizer da Igreja primitiva, um caminho, segundo os ensinamentos de Jesus que faz com que cada pessoa se pergunte, a cada dia, sobre o sentido que está dando à sua própria vida.

A conversão, por sua vez, não pode ser apenas fruto de sentimento ou de um momento ‘mágico” que do nada transforma as pessoas. Todos os dias é preciso dar um passo em direção à proposta de Jesus Cristo, esforçando-se para mudar aquilo que não corresponde à ela. De outro lado, o fato das pessoas conhecerem Jesus, saberem quem foi, o que fez, qual a sua proposta, não significa dizer que elas se converteram, pois a conversão não é resultado apenas da razão, mas também do coração, e mudar o coração não é coisa fácil e nem simples e nem acontece da noite para o dia. A conversão também não se faz sozinho, mas com a ajuda da comunidade eclesial.

No texto Lc 24,13-35, conhecido como: “Os discípulos de Emaús“ se constata que aquelas duas pessoas, de semblantes tristes, que encontraram Jesus enquanto caminhavam, já haviam recebido o anúncio sobre Ele e já O conheciam; que de certa forma, já participavam do Seu grupo e estavam buscando encontrar o caminho, quando viram suas esperanças desmoronadas.

Tal como hoje, era compreensível que a dureza da vida, as decepções, os apelos do mundo, etc, abalassem suas convicções e os deixassem em dúvida e até os afastasse da comunidade. Todavia, Aquele que caminhava ao lado deles, não só os relembrou dos ensinamentos das Escrituras, a ponto de abrasar-lhes o coração, mas também com eles partilhou o pão, o Seu próprio corpo. O pedido “fica conosco Senhor” se constituiu no momento culminante da formação daqueles discípulos, no qual; eles perceberam que a experiência da acolhida, comunhão e partilha do pão, mudou suas vidas e que aquilo não poderia ficar somente para eles. Era preciso testemunhar a presença do ressuscitado com a própria vida. Naquele momento, eles tomaram consciência do que significava ser “discípulos Missionários”, fizeram a experiência da verdadeira “páscoa”, passaram do fechamento à abertura, do desânimo ao entusiasmo, da discussão ao reconhecimento, da tristeza à alegria. Aos poucos, eles compreenderam que a razão de suas vidas estava em seguir o Cristo junto à comunidade. Hoje, todos podem encontrar e reconhecer o Ressuscitado, na escuta da Palavra, na Celebração comunitária e no “partir o pão” e assim, tornar-se discípulos missionários, comunicando o dom da vida a todos.

Só pode ser plenamente missionário, aquele que, de coração aberto, faz a experiência do Encontro com Cristo ressuscitado buscando ser “outro Cristo” no mundo. Ser missionário é assumir a defesa da vida, dando testemunho da alegria de ser cristão, no serviço aos irmãos, como se fosse ao próprio Cristo. É buscar, todos os dias, a coerência entre o que diz acreditar com a forma de viver e de se comportar no mundo.

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Para Refletir:

  1. Em situações de desânimo, o que fazer para encontrar Jesus ressuscitado e renovar ou recuperar nossa disposição?
  2. Qual a importância do encontro com Jesus para que alguém assuma ser discípulo missionário?

 Orientações para a Interação:

a) Você poderá discutir este texto, presencialmente, com seus amigos na comunidade.

b) Você poderá enviar sua opinião usando a caixa de comentários do texto publicado. Se desejar, poderá, também, fazer o download em arquivo PDF.

c) Por fim, você poderá interagir no “Ambiente Virtual de Formação” da Arquidiocese. Acesse http://www.avf.org.br/ e siga as orientações.

Aguarde a próxima publicação: 16 de agosto de 2017,  Ficha 131 –  Viver e testemunhar o mistério do Cristo no dia a dia (2).

Acesse o cronograma das próximas Fichas de Estudos.

Colabore com Equipe do AVF na produção e edição das Fichas. Saiba como acessando este link ou escrevendo para avf@arquidiocesecampinas.com

 

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