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Ficha 129: Uma Igreja de portas abertas “em saída” (CNBB 105,10)

| 05/07/2017 | 0 Comentário

As fichas anteriores mostraram que o Documento 105 da CNBB “Cristãos leigos e Leigas na Igreja e na sociedade”, apresenta desafios, urgências e necessidades, bem como suas consequências, para que os cristãos leigos e leigas assumam o protagonismo da ação evangelizadora no mundo. Nessa última Ficha são retomados alguns indicativos e propostas de encaminhamentos de ações e compromissos pastorais, de acordo com a proposta do Papa Francisco para a efetivação de uma “Igreja em saída”, de uma Igreja “Samaritana”, que acolhe a todos sem distinção, de uma Igreja de “campanha”, que cuida do que é essencial e urgente, de uma Igreja de “portas abertas”, que não está limitada a muros e fronteiras territoriais, mas, que com alegria, vai ao encontro das periferias existenciais e sociais para compartilhar a vida e a esperança a todos que nela desejam entrar. È vital que, hoje, a Igreja, fiel ao modelo do Mestre, saia para anunciar o Evangelho a todos, em todos os lugares, em todas as ocasiões, sem demora, sem repugnância e sem medo (Evangelli Gaudium (EG) 23).

Propostas de ações pastorais

A proposta de “uma a Igreja em saída” tem sua raízes no mandamento de Jesus “Ide pelo mundo e anunciem o Evangelho a todas as criaturas” (Mc 16,15), e nos apelos do Vaticano II para renovação da Igreja. O Papa Francisco tem recordado que os cristãos leigos e leigas devem ser os protagonistas da Igreja. Esta renovação não tem sido fácil e encontra resistência, até mesmo, no interior da Igreja, a qual precisa de mudança de mentalidade e de estruturas, aliadas a formação integral das comunidades e o cultivo de uma espiritualidade encarnada por parte dos cristãos leigos e leigas (cf. as Fichas 125, 126 e 127). A EG aponta que para viver e anunciar o Evangelho de Jesus Cristo no mundo globalizado, os cristãos leigos e leigas precisam dizer, e viver, uma série de nãos: não à economia da exclusão e à cultura do descartável; não à globalização da indiferença; não ao domínio do dinheiro e à especulação financeira; não à desigualdade social que gera violência; não à fuga dos compromissos; não ao pessimismo estéril.

Para exercer essa missão é preciso de um novo tipo de leigo/leiga, que corresponda à proposta de uma “Igreja em saída”. O Documento 105 apresenta propostas de ações pastorais para as Igrejas Particulares e os organismos eclesiais nos diferentes âmbitos. Os principais destaques são: despertar os leigos e leigas para que assumam a sua vocação na Igreja e no mundo; estimulá-los para que participem dos diversos níveis das organizações eclesiais; incentivá-los a participar das instâncias de participação sociais e políticas e promover e garantir a efetiva participação das mulheres na Igreja e na sociedade. Especialmente no âmbito eclesial, aprofundar a questão dos ministérios leigos e estimular a criação de novos que levem as pessoas à experiência da Igreja missionária, misericordiosa e samaritana; promover os valores familiares constantemente questionados pela pós modernidade, especialmente a defesa da vida intra-uterina e de de todo os vulneráveis, promover as pastorais sociais, dentre elas a pastoral da juventude e da pessoa idosa. Por fim, estimula os cristãos a participar das atividades a vivenciar e construir caminhos de diálogo ecumênico e inter-religioso, de cooperação com o diferente e com as diversas culturas.

 Compromissos pastorais

 Na perspectiva de uma “Igreja em saída” o Documento 105 incentiva e apoia as comunidades a assumirem as propostas acima, que orientam as ações pastorais dos cristãos leigos e leigas, onde a Igreja sugere os seguintes compromissos: Realizar o Ano do Laicato, como “ramos, sal, luz e fermento” na Igreja e na sociedade; a comemorar os 30 anos do Sínodo Ordinário sobre os Leigos (1987) e da Exortação Apostólica Christifideles Laici (1988) sobre a vocação e missão dos leigos na Igreja e no mundo; a criar e/ou fortalecer os Conselhos Regionais e Diocesanos de Leigos e oferecer indicativos em vista da elaboração de seus próprios regimentos, fortalecendo e ampliando o diálogo e trabalho junto às diferentes formas de expressão do laicato; a celebrar o Dia Nacional dos Cristãos Leigos e Leigas, na solenidade de Cristo Rei, estimulando que haja programação para momentos de reflexão e espiritualidade, gestos concretos envolvendo as comunidades, paróquias e organizações laicais; a recuperar e divulgar o testemunho de cristãos leigos e leigas mártires, que viveram o seu compromisso batismal e se tornaram referências da fé; a celebrar o dia 1º de maio – São José Operário e outras datas significativas para as diversas profissões, valorizando o trabalho e denunciando tudo que contradiz a dignidade da pessoa; a envolver paróquias, dioceses, regionais, organismos, pastorais e as diversas expressões laicais na reflexão e aplicação do Documento.

Hoje, todos são chamados para esta nova “saída missionária da Igreja” e, cada cristão e cada comunidade há de discernir qual o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos estão convidados a aceitar o chamado de sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho (EG 20). A espiritualidade de Jesus é itinerante, profética, “em saída”, vai ao encontro dos que dela precisam, exatamente do que o Papa Francisco deseja para a Igreja: a ternura da proximidade humana, o aconchego do acolhimento e a defesa da dignidade do ser humano. O lugar dos cristãos é o mundo, no qual devem viver e fazer saber aos outros como é Jesus, manifestar a salvação trazida por Ele, que veio para dar a graça de uma vida nova a todas as criaturas. Essa é a alegria do Evangelho, que o Papa Francisco irradia e também pede que não deixemos que nos roubem a esperança e o entusiasmo missionário e nem o ideal do amor fraterno!

Por fim, o documento da CNBB conclui que espera confiante que a teologia do laicato torna-se cada vez mais realidade na vida da Igreja e da sociedade, e expressa os sentimentos de alegria, gratidão, incentivo, reconhecimento e valorização de todos: leigos e leigas, consagrados e consagradas, padres, diáconos, bispos; e conclama todos a continuarem dispostos a acolher os desafios e abrir caminhos novos na construção do Reino, como amigos de Jesus que também se compadecem, acolhem as pessoas, curam as feridas, fazem-se próximos, revelando os traços d’Aquele que é rico em misericórdia. Conclui, rogando a Maria, mãe de Deus e da Igreja, que acompanhe seus filhos e filhas, com sua maternal proteção, na missão de serem “sal da terra e luz do mundo”, “fazendo tudo o que ele vos disser!” (Jo 2,5).

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Para Refletir:

1- A Igreja tem se adequado para corresponder a proposta de uma “Igreja em saída”?

2-Como você avalia a proposta do Doc. 105 da CNBB, apresentado nas 10 Fichas de Estudo? Que contribuição traz para a atuação dos cristãos leigos e leigas na Igreja e na sociedade?

Orientações para a Interação:

a) Você poderá discutir este texto, presencialmente, com seus amigos na comunidade.

b) Você poderá enviar sua opinião usando a caixa de comentários do texto publicado. Se desejar, poderá, também, fazer o download em arquivo PDF.

c) Por fim, você poderá interagir no “Ambiente Virtual de Formação” da Arquidiocese. Acesse http://www.avf.org.br/ e siga as orientações.

Aguarde a programação das Fichas de Estudo do segundo semestre.

Acesse o cronograma das próximas Fichas de Estudos publicadas.

Colabore com Equipe do AVF na produção e edição das Fichas. Saiba como acessando este link ou escrevendo para avf@arquidiocesecampinas.com

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