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	<title>Ambiente Virtual de Formação Igreja em Rede</title>
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	<description>Projeto &#34;Igreja em Rede&#34;</description>
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	<managingEditor>avf@ambientevirtual.org.br (Ambiente Virtual de Formação Igreja em Rede)</managingEditor>
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		<title>Ambiente Virtual de Formação Igreja em Rede</title>
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		<title>20ª Ficha: A Vocação do Homem e da Igreja no Mundo Contemporâneo (GS 03)</title>
		<link>http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/vocacao_do_homem_e_da_igreja/</link>
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		<pubDate>Wed, 09 May 2012 19:13:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe A.V.F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fichas de Estudo]]></category>
		<category><![CDATA[atividade humana]]></category>
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		<description><![CDATA[Esta 20ª Ficha aborda os capítulos III e IV da GS: o "Sentido da Atividade Humana" e a "Função da Igreja no mundo de Hoje" que tratam, explicitamente, da vocação de toda pessoa e da comunidade eclesial no mundo, por isso, ela foi intitulada ‘A Vocação do Homem e da Igreja no Mundo Contemporâneo’.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p align="center"><strong>Constituição Pastoral <em>GAUDIUM ET SPES</em></strong></p>
<p align="center"><strong>Sobre a Igreja no mundo de hoje</strong></p>
<div style="text-align: -webkit-center;"><strong><br />
</strong></div>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esta 20ª Ficha aborda os capítulos III e IV da GS: o &#8220;Sentido da Atividade Humana&#8221; e a &#8220;Função da Igreja no mundo de Hoje&#8221; que tratam, explicitamente, da vocação de toda pessoa e da comunidade eclesial no mundo, por isso, ela foi intitulada ‘A Vocação do Homem e da Igreja no Mundo Contemporâneo’.</p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>O Sentido da Atividade Humana no Mundo</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Este capítulo se refere à toda atividade humana, enquanto vocação humana, pois, segundo a fé cristã, o homem foi chamado por Deus a transformar o mundo através de sua ação e, especialmente, com o seu trabalho[1]. A Bíblia afirma que o trabalho é muito importante, pois ele está ligado a todos os momentos da vida; ele é como o sal que realça o sabor das coisas. Nele, a pessoa encontra o sentido da vida e se realiza, vivenciando uma importante parcela de sua vocação, pois é ‘dom de Deus que o homem possa comer e beber, desfrutando do produto de todo o seu trabalho’ (Ecl 3,13). A GS enfatiza que o trabalho existe para o homem e não o contrário, e que  tem uma dimensão social, pois se orienta para a busca e a construção do bem comum. Nesta perspectiva, ele é visto como condição para assegurar ao homem sua dignidade, sendo, portanto, um direito humano. Passados 50 anos do Concílio, se constata a percepção que os bispos tiveram sobre a realidade socioeconômica da maioria dos países, nos quais o trabalho humano era considerado apenas como uma mercadoria que a cada dia perdia mais o seu valor o que, por consequência, atingia a compreensão do ser humano, ferindo sua dignidade. Eis o motivo da GS ter sido considerada a Carta Magna da Pastoral Social, o que alimentou e alimenta a luta pela defesa da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Constata-se que, graças à inteligência, à técnica e à ciência, o homem alcançou muitos bens que contribuíram para melhorar a qualidade da vida, todavia, isto parece ter contribuído para a perda do significado antropológico do trabalho e da própria vocação humana, pois desta realidade brotam perguntas tais como: Qual o sentido e o valor do trabalho? Como os bens produzidos devem ser usados? Onde chegará a mentalidade que associa o trabalho ao consumo? E, para responder a isto, a Igreja, à luz do depósito da Palavra de Deus, expõe sua concepção sobre o trabalho humano (GS33).</p>
<p style="text-align: justify;"> Para os que têm fé, toda atividade humana, individual ou coletiva,corresponde ao Plano de Deus, pois decorre do mandado divino de submeter a terra. Logo, ela é como um prolongamento da atividade divina na construção do mundo. A mensagem cristã existe para conscientizar que esta participação na obra de Deus implica na responsabilidade social de buscar o bem estar, também, de seus semelhantes (GS34), pois, da mesma forma que o trabalho procede do homem, assim para ele se ordena. Trabalhando, o ser humano transforma  o mundo e a sociedade, mas também se constrói enquanto pessoa humana e, assim, descobre que sua vocação é ser para os outros. Neste sentido, de forma profética, a GS afirma que, o que o homem faz para  promover a justiça, a fraternidade e o bem comum é muito superior a qualquer progresso técnico, que só alcança seu fim social com a participação e desejo do próprio homem ao responder à sua vocação integral, não se deixando dominar pelas coisas passageiras e nem pelo aparato técnico e institucional que criou (GS35).</p>
<p style="text-align: justify;"> Muitos veem a religião como um obstáculo à autonomia da atividade humana, especialmente a ciência, mas o Concílio afirma que  tanto a religião quanto a ciência procedem de Deus e por isso, elas não são incompatíveis. Cabe aos fiéis, no entanto, entender que esta autonomia não significa afastar Deus da atividade humana, pois sem o Criador a criatura não subsiste; e que se faz necessário haver caridade para com aqueles que acreditam na evolução humana sem a intervenção divina (GS36).</p>
<p style="text-align: justify;"> A Sagrada Escritura ensina que o progresso, apesar de grande bem para o homem, pode levá-lo a inverter a ordem de valores, misturando o bem com o mal e considerando apenas o que é seu, esquecendo o que é dos outros, abandonando a verdadeira fraternidade. Por isso, a Igreja anseia ajudar as pessoas a ordenarem a busca pela felicidade, reconhecendo a importância do progresso sem, no entanto,  se acomodarem somente com as coisas do mundo (GS37). Todo esforço de construir um mundo novo e fraterno adquire novo sentido na fé em Jesus Cristoque nos revela que “Deus é amor” e nos ensina que a lei fundamental da perfeição humana é a vivência do mandamento do amor (GS38). A certeza do Reino não deve acomodar o cristão, mas estimulá-lo a contribuir num mundo que seja sinal do Reino definitivo (GS39).</p>
<p style="text-align: justify;">O que deve ser destacado neste capítulo é a visão otimista da Igreja que acredita na capacidade do ser humano de fazer o bem e de transformar o mundo, e a missão que disso decorre, isto é, anunciar o amor de Deus que quis associar a criatura humana à obra da Salvação quando deu a cada ser humano o dom da liberdade e da vocação de transformar o mundo com sua vida.</p>
<p style="text-align: left;" align="center"><strong>A Igreja no Mundo Atual</strong></p>
<p style="text-align: justify;" align="center"><strong> </strong>Este capítulo se refere à compreensão do Concílio sobre a atividade da Igreja no mundo. Ao termos presente que a GS é uma Constituição Pastoral, já se anuncia que a Igreja deseja explicitar  sua missão de pastora, aquela que cuida e conduz o rebanho, confiado pelo seu Senhor, neste mundo. Com isto, a Igreja deseja apresentar-se como servidora do mundo, a exemplo de seu Fundador. Eis, pois, a razão do título deste capítulo ser, também, o subtítulo desta Constituição.</p>
<p style="text-align: justify;">Embora convicta de seu fim escatológico, a Igreja de Cristo neste mundo, organizada como sociedade, é uma comunidade visível que deseja caminhar com a humanidade e ajudar, através de seus ensinamentos, a tornar a família humana fraterna e solidária (GS40). Assim, a Igrejaentende que, apesar do desenvolvimento humano e da afirmação de seus direitos, os quais ela proclama e apoia os que os promovem, ela existe para ajudar o homem na busca pelo significado da sua vida, da sua atividade e da sua morte, e na compreensão da Revelação Divina (GS41).</p>
<p style="text-align: justify;"> A Igreja sabe que a missão que lhe foi confiada por Cristo não é de ordem política, econômica ou social, mas de ordem religiosa. Dos apelos do Evangelho surgem as obras sociais de amparo aos necessitados e, além disso, ela se coloca a serviço da humanidade como promotora, orientadora e colaboradora daquelas instituições, pessoas e associações que buscam preservar a dignidade e bem estar de todos. Fiel ao mandato de Cristo, a Igreja anuncia o Plano de amor para a humanidade e denuncia tudo e todos que se opõem a isto (GS42).  Estas palavras foram  de grande incentivo às chamadas Pastorais Sociais que surgiram depois do Concílio, especialmente na América Latina.</p>
<p style="text-align: justify;">O principal destaque deste capítulo está na afirmação de que a Igreja se faz presente no mundo através da ação dos leigos que conscientemente assumem a sua vocação de serviço no mundo como um serviço religioso. Assim, para a Igreja não existe oposição entre ‘fé professada’ e vida ‘cotidiana’. Cabe, pois, aos leigos, evangelizar onde exercem as suas atividades. O texto diz: “Ao negligenciar os seus deveres temporais, o cristão negligencia os seus deveres para com o próximo e com o próprio Deus, e coloca em perigo a salvação eterna”. Assim, serão testemunhas de Cristo exercendo no  mundo sua funçãocomo membros da Igreja. Caberá aos ministros ordenados o ensinamento da mensagem cristã a fim de quetodas as atividades dos fiéis sejam iluminadas pelo Evangelho (GS43).</p>
<p style="text-align: justify;"> Para continuar sua missão e manter sua mensagem sempre atual, a Igreja continuará necessitando do auxílio daqueles que vivem no mundo e conhecem profundamente o espírito e o conteúdo das várias instituições e disciplinas, a fim de alcançar cada vez mais a percepção da Palavra revelada (GS44).</p>
<p style="text-align: justify;"> Todo bem que a Igreja  pode prestar ao mundo deriva do fato de ela ser ‘o sacramento universal da salvação’. Através dela, o próprio Senhor continua a dizer: ‘Eu sou o alfa e o ômega, o primeiro e o último, o começo e o fim’ (Ap 22,12-13) (GS 45). ‘Eis que faço novas todas as coisas&#8230;’, esta é a certeza do Evangelho para ‘as aspirações, esperanças e angústias do mundo de hoje’.</p>
<p style="text-align: justify;"> Concluindo, a vocação de todo cristão e também da Igreja é ser sinal do Reino de Cristo no mundo. Muitas são as formas de serviço, mas a principal delas é testemunhar que a vida humana deve ser defendida e protegida. Os leigos devem fazer isso atuando no mundo em todas as oportunidades que tiverem, e a Igreja que, como disse o Papa Paulo VI, é especialista em humanidade, por sua vez, exerce sua missão anunciando e denunciando tudo aquilo que vai contra as propostas do Reino.</p>
<p style="text-align: justify;">  <strong>Nota</strong></p>
<p style="text-align: justify;">[1] Cf. Cap. VI do Compêndio da Doutrina Social da Igreja &#8211; <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html#O%20TRABALHO%20HUMANO" target="_blank">O Trabalho Humano</a></p>
<p style="text-align: justify;">Gravura:  <a href="http://paroquiadeviladaponte.blogspot.com.br/2011/11/advento-tempo-da-igreja-missionaria-e.html">Igreja</a> <a href="http://paroquiadeviladaponte.blogspot.com.br/2011/11/advento-tempo-da-igreja-missionaria-e.html" target="_blank">Missionária</a> <a href="http://paroquiadeviladaponte.blogspot.com.br/2011/11/advento-tempo-da-igreja-missionaria-e.html">e</a> <a href="http://paroquiadeviladaponte.blogspot.com.br/2011/11/advento-tempo-da-igreja-missionaria-e.html">Peregrina</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências Eletrônicas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Constituição <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html" target="_blank">Pastoral Gaudium et Spes</a></p>
<p style="text-align: justify;">CNBB,<a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf" target="_blank">Missão e ministérios dos cristãos leigos e leiga</a><a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">s</a>, (docto 62), 1999.</p>
<p style="text-align: justify;">Gonçalves, Alfredo J., <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html" target="_blank">A Carta Magna da Pastoral Socia</a><a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">l</a></p>
<p style="text-align: justify;">Hummes, D. Cláudio, Cardeal, <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244" target="_blank">Contribuições da Gaudium et Spes para a compreensão Pastoral do Homem de Hoje</a></p>
<p style="text-align: justify;">Pontifício Conselho ‘Justiça e Paz’, <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html" target="_blank">Compêndio da Doutrina Social da Igreja</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para refletir:</strong></p>
<p style="text-align: justify;">1)  Qual o sentido do trabalho humano? E por que este sentido tem sido destruído?</p>
<p style="text-align: justify;">2)  Como a vivência da fé influencia o nosso compromisso com as pessoas hoje?</p>
<p style="text-align: justify;">3)  Quais os desafios da Igreja no mundo atual?</p>
<p style="text-align: justify;">4) Viver autenticamente o Evangelho é “estar na mão” ou “na contramão” da cultura pós moderna? Como você entende isso?</p>
<div><div class="download-box" ><p><strong>Arquivo PDF</strong> -<strong> Se desejar “baixar” o texto, clique em:</strong> <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/uploads/2012/05/Ficha20-GS-3.pdf" target="_blank"><strong>download</strong></a></p>
</div></div>
<p>Orientações para a interação:</p>
<p>a) Você poderá  discutir este texto, presencialmente,  com seus amigos na comunidade.</p>
<p>b) Você poderá enviar sua opinião usando a &#8216;caixa&#8217; de comentários abaixo.</p>
<p>d) Por fim, você poderá interagir na sala de aula virtual   “Ambiente Virtual de Formação” da Arquidiocese.  Acesse <a href="http://www.avf.org.br/" target="_blank">http://www.avf.org.br/</a> e siga as orientações.</p>
<p>Aguarde a publicação da próxima ficha: 23 de maio &#8211; A Dignidade do Matrimonio e da  Família e a Promoção da Cultura (GS04)<strong></strong></p>
<p><strong> </strong><strong>Ao fazer uso deste texto digital, favor citar a fonte!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>19ª Ficha: A pessoa e a Comunidade Humana segundo a Igreja (GS-02)</title>
		<link>http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/pessoa-e-a-comunidade-humana/</link>
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		<pubDate>Wed, 25 Apr 2012 20:31:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe A.V.F.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na primeira parte da GS, considerada como a mais doutrinal, denominada de “A Igreja e a vocação do homem”, os Bispos conciliares, desejosos de ‘corresponder aos impulsos do Espírito’ que soprava novos ares na Igreja, expressam o entendimento que têm do homem com relação à sua origem, evolução e desenvolvimento, entendimento este que passa a fazer parte da doutrina da Igreja e, a partir do Concílio passou a ser chamada de ‘Doutrina Social da Igreja’. O documento é uma palavra de esperança sobre o campo de missão da comunidade eclesial: o coração de cada homem e a sociedade em que cada um e ela própria está inserida. Reconhecendo que existedistinção e independência entre a sociedade e a comunidade eclesial, destaca que pode e deve haver cooperação entre elas, pois ambas se dedicam à promoção humana. Nesta perspectiva, o Concílio se pergunta: O que pensa a Igreja sobre o homem? Que recomendações devem ser feitas com relação à construção da sociedade atual? Qual é o significado último da atividade humana no universo? As respostas a essas perguntas mostram que o povo de Deus e o gênero humano no qual ele está inserido, prestam serviço mútuo, manifestando, assim, o caráter religioso e também profundamente humano da missão da Igreja (GS11). Nesta segunda ficha da GS será abordado o conteúdo dos dois primeiros capítulos: ‘A dignidade da pessoa humana’ e ‘A comunidade humana’.
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			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Constituição Pastoral <em>GAUDIUM ET SPES</em></strong></p>
<p align="center"><strong>Sobre a Igreja no mundo de hoje</strong></p>
<p align="center"><strong><br />
</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Na primeira parte da GS, considerada como a mais doutrinal, denominada de “<strong>A Igreja e a vocação do homem</strong>”, os Bispos conciliares, desejosos de ‘corresponder aos impulsos do Espírito’ que soprava novos ares na Igreja, expressam o entendimento que têm do homem com relação à sua origem, evolução e desenvolvimento, entendimento este que passa a fazer parte da doutrina da Igreja e, a partir do Concílio passou a ser chamada de ‘Doutrina Social da Igreja’. O documento é uma palavra de esperança sobre o campo de missão da comunidade eclesial: o coração de cada homem e a sociedade em que cada um e ela própria está inserida. Reconhecendo que existe distinção e independência entre a sociedade e a comunidade eclesial, destaca que pode e deve haver cooperação entre elas, pois ambas se dedicam à promoção humana. Nesta perspectiva, o Concílio se pergunta: O que pensa a Igreja sobre o homem? Que recomendações devem ser feitas com relação à construção da sociedade atual? Qual é o significado último da atividade humana no universo? As respostas a essas perguntas mostram que o povo de Deus e o gênero humano no qual ele está inserido, prestam serviço mútuo, manifestando, assim, o caráter religioso e também profundamente humano da missão da Igreja (GS11). Nesta segunda ficha da GS será abordado o conteúdo dos dois primeiros capítulos: ‘A dignidade da pessoa humana’ e ‘A comunidade humana’.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CAPÍTULO I: A DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Desejando construir um diálogo com o mundo, a Igreja coloca como premissa cristã que a dignidade de toda pessoa humana deriva da afirmação teológica de que homem e mulher foram criados à imagem de Deus e redimidos por Jesus Cristo (GS12/13). Nesta premissa se afirma que o ser humano é um ser uno, composto de corpo e alma, e que ambos são bons e dignos de respeito. Assim, a dignidade humana exige que o homem glorifique a Deus no seu corpo, não permitindo que este se escravize às más inclinações do próprio coração (GS14).</p>
<p style="text-align: justify;">Partícipe da luz da inteligência divina, o homem passou a dominar o universo através das ciências, das técnicas e das artes, o que lhe permitiu grandes avanços na conquista do mundo material. Todavia, somente isto não lhe foi suficiente, pois sempre buscou e encontrou uma verdade mais profunda, que na linguagem cristã é conhecida como vocação, que é o chamado que Deus dirige a cada ser humano para que se realize enquanto pessoa no serviço ao próprio Deus, através do serviço aos irmãos (GS15). E,usando os dons que Deus lhes deu, são chamados a promover e a defender a vida. No fundo da consciência humana, o homem descobre e vive uma lei escrita pelo próprio Deus no seu coração, que o chama a viver o amor e a fugir do mal, que é a consciência moral.  Assim, a dignidade reside na singular consciência que Deus imprimiu em cada ser humano, que nem mesmo o pecado pode diminuir (GS16).</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das significativas afirmações deste primeiro capítulo é a liberdade humana. &#8216;Ela é um sinal divino oferecido por Deus que deixa o homem entregue à sua própria decisão, a fim de que proceda segundo a sua própria consciência e por livre adesão&#8217; (GS17). Nesta afirmação, a Igreja, ao se colocar contra toda tentativa de controle de consciências, faz uma crítica às ideologias, especialmente aos governos totalitários que ainda se faziam presentes na Europa e em outros países. Na América Latina e especialmente no Brasil, a Igreja assumiu uma posição profética de defesa da consciência, da liberdade e da dignidade humana diante dos governos militares que perseguiram e mataram muitos civis defensores da democracia.</p>
<p style="text-align: justify;">O Concílio ainda disse uma palavra sobre as muitas faces do ateísmo, presentes no mundo moderno, que tentam de todas as formas negar a importância da religião, afirmando que a autonomia humana deve ser plena, e os que o professam entendem que a liberdade consiste em que o homem seja o próprio fim e autor único da sua história, e pensam que isso é incompatível com o reconhecimento de Deus. Por isso, quando alcançam o poder, atacam violentamente a religião, difundindo o ateísmo também por meios de que dispõe o poder público, sobretudo na educação da juventude (GS20). Apesar de rejeitar o ateísmo, a Igreja espera que todos os homens, crentes e não crentes, contribuam para a construção do mundo no qual vivem, a partir de um prudente e sincero diálogo, deplorando qualquer tipo de discriminação (GS21).</p>
<p style="text-align: justify;">Vemos, pois, neste texto, a abertura da Igreja que, diante de uma sociedade secularizada, conclama todos os “homens de boa vontade” &#8211; tal qual chamou João XXIII &#8211; para a transformação do mundo. Esta nova compreensão da ação da Igreja revela que ela deseja dialogar com a sociedade. Para a Igreja, agir e emprestar a voz para os que não têm voz, e chamar todas as pessoas, independentemente da religião, para transformar o mundo, deriva da fé no Espírito Santo que renova todas as coisas, e na certeza que a encarnação, a morte e a ressurreição de Cristo ocorreram para que todos fossem salvos (GS22). Para a GS a vida humana está acima de tudo, pois, como afirma Santo Irineu, ‘A glória de Deus é o Homem vivo’‘[1].</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>CAPÍTULO II: A COMUNIDADE HUMANA </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Ao constatar que o progresso técnico não foi suficiente para intensificar o diálogo, o respeito nas relações e a comunhão entre os homens, e que a doutrina da Igreja pouco dissera sobre isso, o Concílio afirma que a Revelação cristã favorece a comunhão entre as pessoas e, ao mesmo tempo, leva a uma compreensão mais profunda das leis da vida social que o Criador inscreveu na natureza espiritual e moral do homem (GS23).</p>
<p style="text-align: justify;">Dentro do contexto em que os estados modernos proclamaram a sua laicidade [2], e a Igreja reagiu defendo a presença do catolicismo como religião oficial nos vários países (especialmente no século XIX), a GS representa um novo olhar da Igreja sobre as sociedades civis e o Estado. Neste documento, os Bispos não reivindicam o retorno àcristandade, mas procuram sensibilizar os governos e as sociedades para promoverem o bem público. O exemplo mais significativo já foi apontado na ficha GS-01, quando o Papa Paulo VI se dirigiu à ONU dizendo que ele não se apresentava diante daquela assembleia como um chefe de Estado, o que ele também era, mas como um “técnico em humanidade!” [3], ou seja, ele destaca que a função da Igreja não é interferir na forma dos governos agirem, mas, enquanto uma sociedade dentre outras, manifestar a sua compreensão de mundo, de homem e de sociedade. Haveremos de lembrar que a LG definiu que a Igreja é composta pelo conjunto de batizados e que estes, enquanto membros do povo de Deus, são também parte da sociedade civil. Portanto, em razão de sua vocação batismal, cabe a cada um, a obrigação de tomar parte nos caminhos políticos desta mesma sociedade.</p>
<p style="text-align: justify;">A Igreja compreende que a vocação à comunidade é inerente ao ser humano, pois a vida tem origem em Deus que colocou, no coração dos homens e mulheres, a vocação de ser membro da família humana. Na nova Lei, Jesus ensinou que o amor a Deus não pode ser separado do amor ao próximo, e que todos os mandamentos se resumem em amar ao próximo como a si mesmo. No mandamento da unidade, ‘para que todos sejam um’ (Jo15), a Igreja interpreta que toda humanidade é chamada a assumir a responsabilidade social por tudo de bom e de ruim que acontece no mundo. Este empenho de todos em favor da família humana representa para a Igreja um sinal concreto da presença do Reino (GS24). Aqui, fica claro o importante significado da presença do Papa na ONU.</p>
<p style="text-align: justify;">Toda pessoa é chamada a participar das mais variadas instituições sociais com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de outras pessoas e, também como membro, tem o direito de ser beneficiada pelas ações das respectivas instituições, o que ‘contribui para consolidar e desenvolver as qualidades das pessoas’ (GS25). Todavia, devido a problemas estruturais, econômicos, políticos, sociais e culturais, nem toda sociedade tem condições de oferecer a seus membros o que lhes é de direito. Estando a dignidade da pessoa acima de tudo, se torna necessário garantir iguais condições básicas para uma vida verdadeiramente humana, como: o alimento; o vestuário; a moradia; o direito de escolher livremente o estado de vida e de constituir família; o direito à educação, ao trabalho, à boa fama, ao respeito, à informação; o direito de agir segundo as normas da própria consciência e à proteção da sua vida; e o direito à justa liberdade, mesmo em matéria religiosa. Se a ordem social está em função das pessoas, e não ao contrário, o Concílio lembra que ela dever ser construída sobre a justiça e que somente poderá ser alcançada através de uma nova concepção dos direitos da pessoa e das reformas sociais (GS26).</p>
<p style="text-align: justify;">Coerente com o Evangelho, o Concílio defende o respeito às pessoas e denomina de infame tudo quanto se opõe à vida: toda a espécie de homicídio, genocídio, aborto, eutanásia e suicídio voluntário; tudo o que viola a integridade da pessoa como as mutilações, os tormentos corporais e mentais e as tentativas de violentar as próprias consciências; tudo quanto ofende a dignidade, como as condições de vida infra-humanas, as prisões arbitrárias, as deportações, a escravidão, a prostituição, o comércio de mulheres e jovens; e também as condições degradantes de trabalho em que os operários são tratados como meros instrumentos de lucro e não como pessoas livres e responsáveis (GS27).  Todavia, os Bispos conciliares lembram a necessária caridadee o esforço para dialogar com os grupos que desrespeitam a pessoa e a sua dignidade, pois também estes são grupos humanos (GS28).</p>
<p style="text-align: justify;">A igualdade entre todos os homens deve ser cada vez mais reconhecida e, nesta perspectiva, é inaceitável que haja desigualdades econômicas e sociais, pois estas são obstáculo à justiça social, à equidade, à dignidade e à paz social e internacional. O Concílio lembra que cabe às instituições humanas, privadas ou públicas servir à dignidade e ao destino do homem, combatendo qualquer forma de sujeição política ou social, e salvaguardando, sob qualquer regime político, os direitos humanos fundamentais (GS29). Afirma, também, que a justiça e a caridade devem imperar em favor do bem comum e, em função disso, são superiores a uma ética puramente individualista (GS30). Só haverá justiça se houver leis justas, isto é, se houver ‘boa política’ que é uma maneira exigente de viver o compromisso cristão a serviço do bem comum e de transformar a sociedade, tornando-se uma forma elevada de caridade enquanto permitea construção de uma sociedade mais justa e fraterna. Nesta perspectiva, pode-se afirmar que a ação política é ação ética e escatológica [4].</p>
<p style="text-align: justify;">Assim, o que importa é refletir e procurar perceber como a Igreja passou a atuar depois do Concílio. A GS chamada de ‘Constituição Pastoral’ deixa muito claro que, como Pastora que é a Igreja deve conduzir o seu rebanho e cuidar para que ele se desenvolva e contribua na sociedade em que está inserido. Especialmente na América Latina, a recepção do Concílio, através das Conferências Episcopais Latino Americanas (CELAM), insiste no protagonismo dos leigos e leigos que tornam a Igreja presente no mundo nas mais diversas instituições sociais tais como: a família, a escola e a comunidade. Nestes lugares, cada um é chamado a ser fermento, sal e luz. O texto da carta aos Hebreus (Hb 11,1-40) traz uma síntese da história da fé encarnada na realidade econômica, política, social e religiosa do povo de Deus. O texto ensina que pela fé se realiza concretamente uma ação libertadora, construtora da justiça, promotora da paz, em vista do bem comum, o que confirma que “a fé sem obras é morta” (Tg 2, 26).</p>
<p style="text-align: justify;">Para que todos cumpram com sua função social é necessário que a educação seja uma prioridade das sociedades e, de outro lado, a formação humana também se constrói no serviço à comunidade, por isso, o Concílio estimula que as pessoas, e especialmente os cristãos, participem dos assuntos públicos nos movimentos sociais, nos Conselhos Municipais, nos sindicatos, nas associações, nas organizações e nos partidos. É preciso lembrar que a GS pode ser considerada uma carta de intenção sobre como a Igreja desejou se fazer presente no mundo, através da ação e do testemunho de cada cristão leigo, sem descuidar-se da participação na comunidade eclesial, celebrando e alimentando a espiritualidade. “A fé é compromisso que é preciso repartir&#8230;”.</p>
<p style="text-align: justify;">Notas:</p>
<p>[1] Irineu de Lião, Contra as Heresias IV, 20, 7, Paulus, SP.</p>
<p>[2] Sistema que exclui das Igrejas o exercício do poder político.</p>
<p>[3] Discurso do papa<a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html"> </a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html" target="_blank">Paulo  VI na Sede da  ONU</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">.</a></p>
<p>[4] Que trata do destino final do homem e do mundo.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Referencias eletrônicas</p>
<p>CNBB, <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">Missão</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">e</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf" target="_blank">Ministérios</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">dos</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">cristãos</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">leigos</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">e</a> <a href="http://www.cnbb.org.br/site/images/arquivos/files_48a047a7b661a.pdf">leigas</a>, (docto 62), 1999.</p>
<p>Manzone,  Gianni,  <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">A</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">Dignidade</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">da</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">Pessoa</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840" target="_blank">Humana</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">na</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">Doutrina</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">Social</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/8153/5840">da  Igreja</a>.</p>
<p>Pontifício Conselho ‘Justiça e Paz’, <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html" target="_blank">Compêndio</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">da</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">Doutrina</a> <a href="http://www.vatican.va/roman_curia/pontifical_councils/justpeace/documents/rc_pc_justpeace_doc_20060526_compendio-dott-soc_po.html">Social da Igreja</a>.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Para Refletir:</p>
<p>1) Como você define o que é “Dignidade Humana”?</p>
<p>2) Como a Igreja e os cristãos têm atualizado a mensagem do Evangelho na promoção do ser humano em sua dignidade de filho de Deus?</p>
<p>3) Como você a participação dos cristãos leigos e leigas nos diversos segmentos da sociedade civil e especialmente na política?</p>
<p>&nbsp;</p>
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<p>Orientações para a interação:</p>
<p>a) Você poderá  discutir este texto, presencialmente,  com seus amigos na comunidade.</p>
<p>b) Você poderá enviar sua opinião usando a &#8216;caixa&#8217; de comentários abaixo.</p>
<p>d) Por fim, você poderá interagir na sala de aula virtual   “Ambiente Virtual de Formação” da Arquidiocese.  Acesse <a href="http://www.avf.org.br/" target="_blank">http://www.avf.org.br/</a> e siga as orientações.</p>
<p>Aguarde a publicação da próxima ficha: 09 de maio &#8211; A vocação do homem e a função da Igreja no mundo contemporâneo (GS03)<strong></strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Ao fazer uso deste texto digital, favor citar a fonte!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
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]]></content:encoded>
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		<title>18ª Ficha: Uma Igreja atenta às alegrias, angústias e esperanças da humanidade</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Apr 2012 19:33:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe A.V.F.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com esta 18ª Ficha, iniciamos o estudo da Constituição Pastoral “Gaudium et Spes” (GS), sobre a Igreja no mundo de hoje. Ela, juntamente com as Constituições Sacrosanctum Concilium (SC), Lumen Gentium (LG) e Dei Verbum (DV) formam o que podemos chamar de “Corpo Constitucional” do Concílio Vaticano II, a partir do qual emanaram todos os demais Documentos Conciliares.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center"><strong>Constituição Pastoral <em>GAUDIUM ET SPES</em></strong></p>
<p align="center"><strong>Sobre a Igreja no mundo de hoje</strong><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong><br />
</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Com esta 18ª Ficha, iniciamos o estudo da <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html" target="_blank">Constituição Pastoral “Gaudium et Spes”</a> (GS), sobre a Igreja no mundo de hoje. Ela, juntamente com as Constituições <strong>Sacrosanctum Concilium (SC),</strong> <strong>Lumen Gentium (LG) </strong>e <strong>Dei Verbum (DV) </strong>formam o que podemos chamar de “Corpo Constitucional” do Concílio Vaticano II, a partir do qual emanaram todos os demais Documentos Conciliares.</p>
<p style="text-align: justify;">Promulgada pelo Papa Paulo VI, no dia 07 de Dezembro de 1965, esta Constituição se abre pelas palavras latinas <em>Gaudium et Spes </em>que se traduzem por Alegrias e Esperanças<em>,</em> e que lhe dão o título, de acordo com a tradição eclesiástica [1].</p>
<p style="text-align: justify;">Trata-se de um longo documento, que abrange 93 artigos, dividido de acordo com o seguinte plano: <strong>Proêmio: </strong>Solidariedade da Igreja com a Família Humana Universal, que é destinatária das palavras do Concílio, e para quem a Igreja se põe a serviço; <strong>Introdução</strong>: A Condição do Homem no Mundo de Hoje; <strong>I Parte:</strong> “A Igreja e a Vocação do Homem”, dividida em quatro capítulos: Cap. I: A Dignidade da Pessoa Humana, Cap. II: A Comunidade Humana, Cap. III: Sentido da Atividade Humana no Mundo, Cap. IV: Função da Igreja no Mundo de Hoje; e, <strong>II Parte:</strong> ”Alguns Problemas mais Urgentes”, dividida em outros quatro capítulos: Cap. I: A Promoção da Dignidade do Matrimônio e da Família, Cap. II: A Reta Promoção da Cultura, Cap. III: Vida Econômico-social, Cap. IV: A Vida da Comunidade Política [2].</p>
<p style="text-align: justify;">Em nosso estudo, o Documento será dividido em cinco Fichas: GS-01 &#8211; Uma Igreja atenta às alegrias, angústias e esperanças da humanidade; GS-02 &#8211; A pessoa e a Comunidade Humana segundo a Igreja; GS-03 &#8211; A vocação do homem e a função da Igreja no mundo contemporâneo; GS-04 &#8211; A dignidade do Matrimônio e da Família, e a promoção da Cultura; e GS-5 &#8211; Desenvolvimento econômico, político e social: o novo nome da Paz.</p>
<p style="text-align: justify;">A GS é denominada Constituição Pastoral, porque seu conteúdo, a partir do Proêmio, demonstra a clara intenção de apresentar uma nova autocompreensão da vocação da Igreja como serviço (diaconia) ao mundo e à humanidade e, embora na sua primeira parte trate de questões doutrinárias, na segunda, vai tratar de vários aspectos da vida de hoje e da sociedade humana, enfatizando os problemas mais urgentes que atingem a humanidade, portanto, questões pastorais (Nota 1 da GS). Ela revela a tendência inovadora de grande parte dos Bispos conciliares que desejavam uma renovação pastoral na Igreja, com a clara intenção de torná-la mais próxima do mundo moderno, fazendo brotar e alimentar a esperança da humanidade num mundo melhor. Nesta perspectiva, é muito significativa a visita que o Papa Paulo VI fez à <a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.vatican.va%2Fholy_father%2Fpaul_vi%2Fspeeches%2F1965%2Fdocuments%2Fhf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNHNKk7szsMSZlP9MZRn1o8EAXkFdg" target="_blank">Sede</a> <a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.vatican.va%2Fholy_father%2Fpaul_vi%2Fspeeches%2F1965%2Fdocuments%2Fhf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNHNKk7szsMSZlP9MZRn1o8EAXkFdg" target="_blank">da</a>  <a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fwww.vatican.va%2Fholy_father%2Fpaul_vi%2Fspeeches%2F1965%2Fdocuments%2Fhf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNHNKk7szsMSZlP9MZRn1o8EAXkFdg" target="_blank">ONU</a>, em 4 de outubro de 1965, quando, em seu discurso aos representantes dos vários países, quase antecipou aquilo que seria a linha mestra da GS e da futura Encíclica  <em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_26031967_populorum_po.html" target="_blank">Populorum</a> </em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_26031967_populorum_po.html" target="_blank"><em>Progressio</em></a><em>, </em>ao dizer que: ‘esta Organização (ONU) representa o caminho obrigatório da civilização moderna e da paz mundial’.</p>
<p style="text-align: justify;">De fundamental importância para o <em>aggiornamento </em>preconizado pelo Papa João XXIII, e assumido por Paulo VI, a GS e a LG trouxeram uma nova visão da Igreja para o mundo e do mundo para a Igreja. Na sua abertura ao diálogo com toda a humanidade, a Igreja ‘Povo de Deus’ se faz presente na história humana buscando a reformulação das estruturas pecaminosas que são as causas da injustiça, da opressão e da exclusão social. Não sem razão, o Padre Alfredo J. Gonçalves se refere à GS como a “Carta Magna da Pastoral Social” [3], pois ela foi a base para o surgimento das chamadas pastorais sociais, implantadas nos últimos cinquenta anos, cuja ação se dá em função da consciência de que a Igreja somente será sinal do Reino, na história humana, se anunciar, com suas práticas e consequências, o Evangelho de Cristo a todos (GS43).</p>
<p style="text-align: justify;">Na <a href="http://almanaque.folha.uol.com.br/mundo_24dez1965.htm" target="_blank">Mensagem de Natal de 1965</a>, o Papa Paulo VI citando à GS, lembra que  &#8221;As páginas dessa constituição levam de novo a Igreja ao meio da vida contemporânea, não para dominar  a sociedade, nem para dificultar o autônomo e honesto  desenvolvimento  de  suas atividades, mas  para iluminá-la,  sustentá-la  e  consolá-la&#8221; , no  destino  transcendente  de  salvação e  de  felicidade &#8221;aberto  aos  homens por  esse   Cristo   cujo  humilde e  glorioso nascimento celebramos&#8221;.  Embora publicada há quase 50 anos, ela continua trazendo elementos preciosos para entender as transformações às quais passa a sociedade moderna.</p>
<p style="text-align: justify;">No Proêmio, o Concílio Vaticano II, colocando-se em completa solidariedade com a humanidade, dirige a sua palavra a todos os homens, e deseja expor-lhes o seu modo de conceber a presença e atividade da Igreja no mundo de hoje (GS2).<em> </em>Demonstra a sua solidariedade, respeito e amor para com a família humana, estabelecendo com ela um diálogo iluminado à luz do Evangelho, fornecendo os recursos que a própria Igreja recebe de seu Fundador, na perspectiva de salvação da pessoa humana e renovação da sociedade. E, embora  a humanidade seja destinatária de suas palavras e de sua mensagem, a Igreja se dirige, principalmente, à sua parcela mais sofrida, a exemplo de Cristo (GS3).</p>
<p style="text-align: justify;">Na Introdução, a GS delineia alguns problemas que afetam a humanidade, e a própria condição do homem e da mulher no mundo atual (GS4); as profundas mudanças ocorridas nos últimos tempos no campo social, psicológico, moral e religioso, bem como os avanços da ciência e da técnica (GS5); as mudanças sociais (GS6); as mudanças Psicológicas, Morais e Religiosas (GS7); e, sobretudo, os desequilíbrios pessoais familiares e sociais do mundo moderno (GS8). Elabora ainda uma síntese das aspirações mais universais da humanidade, convencida de que o gênero humano pode e deve dominar mais intensamente as coisas criadas para estabelecer uma ordem política, social e econômica que sirva para o bem de toda humanidade, sem esquecer que as nações em desenvolvimento, e aquelas que obtiveram sua independência em tempos recentes, desejam participar dos bens universais no campo político e econômico, aspirando ao seu livre desempenho no plano mundial.</p>
<p style="text-align: justify;">Observa, todavia, o aumento cada vez maior da dependência econômica das nações mais pobres em relação às mais ricas e de progresso mais rápido &#8211; os oprimidos e famintos interpelam os povos mais ricos; que as mulheres, onde ainda não conseguiram, reivindicam a igualdade de direito e de fato com os homens;  que os trabalhadores almejam não apenas ganhar o necessário para sobreviver, mas desenvolver, pelo trabalho, as próprias qualidades e personalidades, e também, participar na organização da vida econômica, social, política e cultural. Surge, pela primeira vez na história humana o convencimento de todos os povos de que os bens da cultura podem e devem estender-se a todos. Sob todas estas reivindicações lateja uma aspiração mais profunda e universal: as pessoas e os grupos desejam uma vida plena e livre, digna do homem, colocando ao seu próprio serviço tudo quanto o mundo moderno lhes pode oferecer com tanta abundância. Além disso, as nações se esforçam cada vez mais para edificar uma comunidade universal.</p>
<p style="text-align: justify;">Diante do mundo moderno que se apresenta simultaneamente poderoso e débil, capaz de realizar o melhor e o pior, ao homem se abre o caminho da liberdade ou escravidão, do progresso ou do regresso, da fraternidade ou do ódio. Em face deste conflito entre a busca de um mundo melhor por uma parte da humanidade e ambição desenfreada de outra parte, os homens de boa vontade se interrogam sobre sua vocação (GS9).</p>
<p style="text-align: justify;">Finalizando a Introdução, a GS firma a convicção de que, somente à luz da opção evangélica de vida, a humanidade encontrará a chave para a solução dos problemas que a afetam, pois os desequilíbrios que atormentam o mundo moderno estão vinculados ao desequilíbrio mais fundamental radicado no coração do ser humano, expondo que:</p>
<p style="padding-left: 60px; text-align: justify;"><em>A Igreja, por sua parte, acredita que Jesus Cristo, morto e ressuscitado por todos, oferece aos homens, pelo seu Espírito, a luz e a força para poderem corresponder à sua altíssima vocação; nem foi dado aos homens sob o céu outro nome, no qual devam ser salvos. Acredita também que a chave, o centro e o fim de toda a história humana se encontram no seu Senhor e mestre. E afirma, além disso, que, subjacentes a todas as transformações, há muitas coisas que não mudam, cujo último fundamento é Cristo, o mesmo ontem, hoje, e para sempre. Quer, portanto, o Concílio, à luz de Cristo, imagem de Deus invisível e primogênito de toda a criação, dirigir-se a todos, para iluminar o mistério do homem e cooperar na solução das principais questões do nosso tempo (GS10).</em></p>
<p style="text-align: justify;">Obs.: As citações textuais foram retiradas do texto da GS postado no <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html" target="_blank">site do Vaticano</a></p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div style="text-align: justify;">
<p><strong>Notas</strong></p>
<p>[1] Todos os documentos pontifícios assumem como título as primeiras palavras de sua introdução.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>[2] Dependendo da edição ou da editora, podem ocorrer pequenas mudanças nos títulos, sem alterar, no entanto, seu sentido.</p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p>[3] Gonçalves, Alfredo J., <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">A</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">Carta</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html" target="_blank">Magna</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">da</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">Pastoral</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">Social</a></p>
</div>
<p><strong style="text-align: justify;">Referências Eletrônicas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html" target="_blank">Constituição</a> <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html">Pastoral</a> <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html">Gaudium</a> <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html">et</a> <a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651207_gaudium-et-spes_po.html" target="_blank">Spes</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_26031967_populorum_po.html">Encíclica Populorum</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/encyclicals/documents/hf_p-vi_enc_26031967_populorum_po.html">Progressio</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html" target="_blank">Discurso do papa </a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html"> </a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">Paulo </a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html"> </a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">VI</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">na</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">sede</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">da</a> <a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">O</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">.</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">N</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">.</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">U</a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/paul_vi/speeches/1965/documents/hf_p-vi_spe_19651004_united-nations_po.html">.</a></p>
<p style="text-align: justify;">Gonçalves, Alfredo J., <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">A</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">Carta</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">Magna</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">da</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">Pastoral</a> <a href="http://paulinascomunica.blogspot.com.br/2012/03/concilio-vaticano-ii-e-gaudium-et-spes.html">Social</a></p>
<p style="text-align: justify;">Hackmann, Geraldo Luiz Borges, Pe., <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">A</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">Igreja</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">da</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246" target="_blank">Lumen</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">Gentium</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">e</a>  <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">A</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">Igreja</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">da</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">Gaudium</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">et</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1713/1246">Spes</a></p>
<p style="text-align: justify;">Hummes, D. Cláudio, Cardeal, <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">Contribuições</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">da</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244" target="_blank">Gaudium</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">et</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">Spes</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">para</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">a</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">compreensão</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">Pastoral</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">do</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">Homem</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">de</a> <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1711/1244">Hoje</a></p>
<p><strong>Para refletir:</strong></p>
<p>1. Sabendo que a GS tem a clara intenção de exprimir as relações da Igreja com o mundo e a humanidade, você acha que esta preocupação do Concílio é procedente,  por quê?</p>
<p>2. De que forma você julga que a Igreja pode colaborar com a humanidade no sentido de auxiliar na resolução dos problemas que a afligem?</p>
<p>3. Qual a importância das pastorais sociais na vida da Igreja e na sociedade?</p>
<p style="text-align: justify;" align="right"><em><br />
</em></p>
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<p>Orientações para a interação:</p>
<p>a) Você poderá  discutir este texto, presencialmente,  com seus amigos na comunidade.</p>
<p>b) Você poderá enviar sua opinião usando a &#8216;caixa&#8217; de comentários abaixo.</p>
<p>d) Por fim, você poderá interagir na sala de aula virtual   “Ambiente Virtual de Formação” da Arquidiocese.  Acesse <a href="http://www.avf.org.br/" target="_blank">http://www.avf.org.br/</a> e siga as orientações.</p>
<p>Aguarde a publicação da próxima ficha: 25 de abril &#8211; A pessoa e a Comunidade Humana segundo a Igreja - ( GS 2)</p>
<p><strong>Ao fazer uso deste texto digital, favor citar a fonte!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: justify;" align="right">
]]></content:encoded>
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		<title>Ficha17: A Sagrada Escritura na Vida da Igreja</title>
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		<comments>http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/a-sagrada-escritura-na-vida-da-igreja/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 28 Mar 2012 14:26:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe A.V.F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fichas de Estudo]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Catequese]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
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		<category><![CDATA[Estudos on-line]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelização]]></category>
		<category><![CDATA[Septuaginta]]></category>
		<category><![CDATA[Vulgata]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta décima sétima ficha e quinta da DV se refere ao último capítulo deste importante documento conciliar. Na dinâmica de abertura do Concílio, este capítulo  destaca o quanto a Sagrada Escritura é importante na vida da Igreja e que ela sempre foi venerada, assim como o próprio Corpo do Senhor, pois ambos alimentam e dirigem toda a vida cristã.  Em razão disso, a Bíblia não só é alimento, mas, principalmente, regra para a Igreja (CIC 141) (DV21). Conscientes deste grande tesouro e atentos aos sinais dos tempos, os padres conciliares insistem que o acesso à Sagrada Escritura seja amplamente aberto aos fiéis (CIC 131) e em razão disso recordam a importância dos estudos bíblicos como fundamento perene da Teologia e de toda  pregação litúrgica e espiritual, e do contato  com  a Palavra  de Deus  (leitura orante da bíblia) como exigência para todos os cristãos, principalmente aqueles que têm o múnus de ensiná-la.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Constituição Dogmática <em>DEI VERBUM</em></strong></p>
<p align="center"><strong>Sobre a Revelação Divina</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong><span style="text-align: justify;">Esta décima sétima ficha e quinta da DV se refere ao último capítulo deste importante documento conciliar. Na dinâmica de abertura do Concílio, este capítulo  destaca o quanto a Sagrada Escritura é importante na vida da Igreja e que ela sempre foi venerada, assim como o próprio Corpo do Senhor, pois ambos alimentam e dirigem toda a vida cristã.  Em razão disso, a Bíblia não só é alimento, mas, principalmente, regra para a Igreja (CIC 141) (DV21). Conscientes deste grande tesouro e atentos aos sinais dos tempos, os padres conciliares insistem que o acesso à Sagrada Escritura seja amplamente aberto aos fiéis (CIC 131) e em razão disso recordam a importância dos estudos bíblicos como fundamento perene da Teologia e de toda  pregação litúrgica e espiritual, e do contato  com  a Palavra  de Deus  (leitura orante da bíblia) como exigência para todos os cristãos, principalmente aqueles que têm o múnus de ensiná-la.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Como já vimos nas fichas anteriores, A <em>Dei Verbum</em> representou a abertura pastoral para o uso e leitura da Sagrada Escritura pelo povo, até então limitado pela prática eclesial. Antes mesmo da Reforma Protestante, sec. XVI, já havia restrições parciais e locais para a publicação e a leitura da Bíblia, seja em latim ou em vernáculo. Com a Reforma Católica, conhecida como Contra-Reforma, realizada pelo Concílio de Trento (1545 a 1563), essas restrições parciais se tornaram universais. Em 1559, sob Paulo IV, e depois, em 1564, sob Pio IV, a Congregação do Índice promulga o <em>Index Librorum Prohibitorum</em> e veda também que, sem uma licença especial, se pudesse imprimir e possuir Bíblias em vernáculo. Não se tratou de uma proibição absoluta do contato individual com a Escritura, mas restringiu-se o uso da Bíblia só para quem sabia latim. Somente em 1757 foi novamente autorizada a edição da Bíblia em vernáculo.</p>
<p style="text-align: justify;">Após a promulgação das Encíclicas <em>Providentissimus Deus</em>, de Leão VIII (1893); <em>Spiritus Paraclitus</em>, de Bento XV (1914); e <em>Divino Afflante Spiritu</em>, de Pio XII (1943); e o Código de Direito Canônico, de 1917, um novo impulso é dado aos estudos bíblicos, à leitura cotidiana e à divulgação da Escritura, que ficou conhecido como Movimento Bíblico. Como já vimos nas fichas anteriores, quando se iniciou o Vaticano II, muitos Bispos defendiam uma reforma nas orientações eclesiais sobre o uso da Bíblia. No entanto, prevalecia o ambiente de cautela, e ainda durante a redação da DV houve vozes que pediam que o documento exprimisse reservas quanto ao livre acesso dos leigos à Bíblia, devido à preocupação do perigo de uma interpretação equivocada que pudesse levar a erros doutrinais [1].</p>
<p style="text-align: justify;">Na promulgação do documento, os Bispos conciliares, inspirados pelo Espírito Santo, recordam que a Igreja fez sua a antiquíssima tradução do Primeiro Testamento, do hebraico para o koiné (grego helênico e/ou popular), chamada de  Versão dos Setenta ou Septuaginta [2], realizada entre os séculos  III e I a.C; que guardam grande consideração  pela Vulgata [3], mas lembram que a dinamicidade do mundo moderno exige que haja traduções para as diversas línguas, que devem ser sempre feitas com zelo e atenção, de preferência a partir dos textos originais (DV 22).</p>
<p style="text-align: justify;">O documento lembra que a Igreja conta com a colaboração dos exegetas católicos e com demais teólogos para a investigação e explicação da Sagrada Escritura. Assim, sob o cuidado do Magistério, a Igreja cuida para que um maior número de ministros da Palavra possa oferecer, ao povo de Deus, o alimento advindo das Escrituras, iluminando as inteligências, fortalecendo as vontades e inflamando os corações dos homens no amor a Deus (DV23). O Concílio insiste que a Teologia tem seu fundamento na Palavra de Deus e nela encontra firmeza, se atualiza e investiga, à luz da fé, toda a verdade do mistério de Cristo (DV24).</p>
<p style="text-align: justify;">A DV, além de promover o acesso, recomenda o contato íntimo, o estudo e a leitura assídua da Sagrada Escritura aos padres, principalmente, para a pregação das homilias; aos diáconos e catequistas encarregados do ministério da Palavra, da pregação pastoral e da instrução cristã, pois, segundo São Jerônimo, o “desconhecimento das Escrituras é o desconhecimento de Jesus Cristo”, para que comuniquem, com fidelidade e amor, as riquezas da Palavra Divina. O Concílio exorta os fiéis a aprenderem a ciência de Jesus Cristo com a leitura frequente da Palavra de Deus, de modo particular o Segundo Testamento e sobretudo os Evangelhos; façam cursos, participem de estudos bíblicos e pratiquem a leitura espiritual e oração sempre acompanhados da Sagrada Escritura, pois, segundo Santo Ambrósio “falamos com Deus quando rezamos e a Ele ouvimos quando lemos os divinos oráculos” (DV25).</p>
<p style="text-align: justify;">Ao final desta Constituição Dogmática, os padres conciliares concluem “que seja difundida a Palavra de Deus e acolhida com honra” (2Ts 3,1) por meio da leitura e dos estudos dos Livros Sagrados, a fim de que os corações dos homens encham-se do tesouro da Revelação confiado à Igreja. E, confiantes esperam um novo impulso espiritual e aumento da veneração pela Palavra de Deus “que permanece para sempre” (Is 40,8; cf IPd 1,23-25) (DV 26).</p>
<p style="text-align: justify;">No ano de 2008 realizou-se, no Vaticano, a  XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, com o tema ‘A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja’, que foi uma confirmação da DV. Deste Sínodo, o papa Bento XVI escreveu a <a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/apost_exhortations/documents/hf_ben-xvi_exh_20100930_verbum-domini_po.html" target="_blank">Exortação Apostólica <em>Verbum </em><em>Domini</em></a> que está divida em três partes. A primeira denominada <em>Verbum Dei</em>, “A revelação de Deus que Se dá a conhecer no diálogo com as criaturas” ( 6-49); a segunda parte é<em> Verbum in Ecclesia</em>, &#8220;A Palavra de Deus e a Igreja&#8221; , relação entre Cristo, Palavra do Pai, e a Igreja (50-89); e a última parte denominada <em>Verbum Mundo</em>, que trata da &#8220;A Missão da Igreja&#8221; (90-120) que brota da palavra de Deus.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao tomar contato com este capítulo, se percebe o grande incentivo que a Igreja deu  ao que hoje chamamos de Pastoral Bíblica. Nestes cinquenta anos, graças a este importante documento, a Sagrada Escritura tornou-se algo muito presente na vida de muitas pessoas. O estudo da Bíblia é o tema mais requisitado pelos agentes de pastoral e, cada vez mais, se multiplicam os grupos de reflexão bíblica nas paróquias e comunidades. Se hoje, na maioria dos encontros se faz a leitura e a meditação da palavra de Deus, isso se deve à DV.</p>
<p style="text-align: justify;">Para concluir a reflexão sobre esta ficha, ouça e medite a música &#8220;Tua Palavra&#8221; de <a href="http://www.paulinas.org.br/loja/DetalheAutor.aspx?IDAutor=7636" target="_blank">Zé Vicente</a>,  o grande cantador da CEBs. </p>
<p style="text-align: justify;">Notas:</p>
<p style="text-align: justify;">[1] <a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202"> </a><a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202" target="_blank">O Impulso bíblico no Concílio: A Bíblia na Igreja depois da <em>Dei </em><em>Verbum</em></a>- Pe. Cássio Murilo Dias da Silva</p>
<p style="text-align: justify;">2] <a href="http://www.newadvent.org/cathen/13722a.htm" target="_blank">Septuaginta</a>: O nome sugere que esta tradução teria sido concluída em 72 dias, por 72 israelitas, interpretes escolhidos por Deus. A Septuaginta foi  usada pelos judeus helenistas e depois pelos cristãos, e continua sendo usada como base para diversas traduções da Bíblia.</p>
<p style="text-align: justify;">[3] <a href="http://www.newadvent.org/cathen/15515b.htm" target="_blank">Vulgata</a>: A Bíblia traduzida  para o latim, realizada por São Jerônimo, entre fins do século IV e início do século V, a pedido do Papa Dâmaso. Após o Concílio Vaticano II foi criada uma comissão para sua revisão, que foi concluída em 1975, sendo promulgada em 1979, pelo Papa João Paulo II, recebendo o nome de Nova Vulgata.</p>
<p style="text-align: justify;">Gravura: <a href="http://faroldeluz.wordpress.com/2012/03/18/escuta-povo-de-deus/" target="_blank">Escuta, Povo de Deus</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Referências Bibliográficas</strong></p>
<p style="text-align: left;"><strong></strong>Barbosa de Souza, d. João Bosco, <a href="http://dbosco.org/2010/11/verbum-domini-o-esperado-documento-sobre-a-palavra-de-deus-na-vida-da-igreja/" target="_blank"><em>Verbum </em><em>Domini</em>,  O esperado documento sobre A Palavra de Deus na vida da Igreja</a></p>
<p style="text-align: left;">Bento XVI, <a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/apost_exhortations/documents/hf_ben-xvi_exh_20100930_verbum-domini_po.html" target="_blank">Exortação Apostólica <em>Verbum </em><em>Domini</em></a></p>
<p style="text-align: left;">Dias da Silva,  Pe. Cássio Murilo,<a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/viewFile/1669/1202" target="_blank">O Impulso Bíblico no Concílio:  A Bíblia na Igreja depois da <em>Dei</em><em>Verbum</em></a></p>
<p style="text-align: left;">_________________________,  <a href="http://www.airtonjo.com/download/Verbum-Domini.pdf" target="_blank">A Exortação Apostólica <em>Verbum</em></a> <em><a href="http://www.airtonjo.com/download/Verbum-Domini.pdf" target="_blank">Domin</a><a href="http://www.airtonjo.com/download/Verbum-Domini.pdf">i</a></em> in <a href="http://blog.airtonjo.com/2011/03/estudo-do-cassio-sobre-verbum-domini.html" target="_blank">Observatório Bíblico</a></p>
<p style="text-align: left;">Sbardelotto, Moisés, <a href="http://www.ihuonline.unisinos.br/index.php?option=com_content&amp;view=article&amp;id=3708&amp;secao=354" target="_blank">A Palavra de Deus como “acontecimento” e “encontro”</a>. Entrevista de Johan Konings para a Revista I.H.U.</p>
<p><strong>Para refletir:</strong></p>
<ol>
<li>Segundo esta ficha, por que a Palavra de Deus é o fundamento da Igreja?</li>
<li>Como o estudo da DV contribuiu para a sua formação?</li>
<li>Como a Igreja e os fiéis têm tornado viva a Palavra de Deus?</li>
</ol>
<div>
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<p>Orientações para a interação:</p>
<p>a) Você poderá  discutir este texto, presencialmente,  com seus amigos na comunidade.</p>
<p>b) Você poderá enviar sua opinião usando a &#8216;caixa&#8217; de comentários abaixo.</p>
<p>d) Por fim, você poderá interagir na sala de aula virtual   “Ambiente Virtual de Formação” da Arquidiocese.  Acesse <a href="http://www.avf.org.br/" target="_blank">http://www.avf.org.br/</a> e siga as orientações.</p>
<p>Aguarde a publicação da próxima ficha: 11 de abril: Uma Igreja atenta às alegrias, angustias e esperança da humanidade (BLOCO 05- Gaudium et spes)</p>
<p><strong>Ao fazer uso deste texto digital, favor citar a fonte!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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		<itunes:summary>Esta décima sétima ficha e quinta da DV se refere ao último capítulo deste importante documento conciliar. Na dinâmica de abertura do Concílio, este capítulo  destaca o quanto a Sagrada Escritura é importante na vida da Igreja e que ela sempre foi venerada, assim como o próprio Corpo do Senhor, pois ambos alimentam e dirigem toda a vida cristã.  Em razão disso, a Bíblia não só é alimento, mas, principalmente, regra para a Igreja (CIC 141) (DV21). Conscientes deste grande tesouro e atentos aos sinais dos tempos, os padres conciliares insistem que o acesso à Sagrada Escritura seja amplamente aberto aos fiéis (CIC 131) e em razão disso recordam a importância dos estudos bíblicos como fundamento perene da Teologia e de toda  pregação litúrgica e espiritual, e do contato  com  a Palavra  de Deus  (leitura orante da bíblia) como exigência para todos os cristãos, principalmente aqueles que têm o múnus de ensiná-la.</itunes:summary>
		<itunes:author>Ambiente Virtual de Formação Igreja em Rede</itunes:author>
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		<title>Ficha 16: O Antigo e o Novo Testamentos</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 14:18:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe A.V.F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fichas de Estudo]]></category>
		<category><![CDATA[Antigo Testamento]]></category>
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		<category><![CDATA[Catequese]]></category>
		<category><![CDATA[Concílio Vaticano II]]></category>
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		<description><![CDATA[Esta décima sexta ficha, quarta da DV, refere-se aos capítulos IV e V que informam sobre o Primeiro e Segundo Testamentos da Bíblia, comumente conhecidos como Antigo e Novo Testamentos.
Segundo Santo Agostinho, Deus escreveu ‘doisLivros’ para a Humanidade: “o primeiro foi a Criação, a Vida, que é um livro aberto que revela toda a beleza da mensagem de Deus, pois Ele sempre quis se comunicar com as pessoas. Com o passar do tempo, as fraquezas humanas foram impedindo as pessoas de perceberem a primeira mensagem e Deus decidiu escrever o segundo livro que é a Bíblia, através de pessoas escolhidas para este sagrado fim.” A Bíblia não foi escrita para substituir o Livro da Vida, mas para ser um ‘guia’ que ajude o leitora entendê-lo melhor. Ela é o livro da comunidade que dá ao povo a esperança no Reino de Deus. É como uma grande carta de amor que só pode ser compreendida se lida com o mesmo sentimento com o qual foi escrito. O foco principal é Jesus Cristo, Ele é o centro da Bíblia e, por isso, devemos ler todos os textos a partir d’Ele.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><strong>Constituição Dogmática <em>DEI VERBUM</em></strong></p>
<p align="center"><strong>Sobre a Revelação Divina</strong></p>
<p><strong> </strong></p>
<p align="center"><strong> </strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esta décima sexta ficha, quarta da DV, refere-se aos capítulos IV e V que informam sobre o Primeiro e Segundo Testamentos da Bíblia, comumente conhecidos como Antigo e Novo Testamentos.</p>
<p style="text-align: justify;"> Segundo Santo Agostinho, Deus escreveu<a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fservicioskoinonia.org%2Fagenda%2Farchivo%2Fportugues%2Fobra.php%3Fncodigo%3D349&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNGjSd25gdk-CGPduZDWjHwDfD2w8Q"> ‘</a><a href="http://servicioskoinonia.org/agenda/archivo/portugues/obra.php?ncodigo=349" target="_blank">dois Livros</a><a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fservicioskoinonia.org%2Fagenda%2Farchivo%2Fportugues%2Fobra.php%3Fncodigo%3D349&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNGjSd25gdk-CGPduZDWjHwDfD2w8Q">’</a> para a Humanidade: “o primeiro foi a Criação, a Vida, que é um livro aberto que revela toda a beleza da mensagem de Deus, pois Ele sempre quis se comunicar com as pessoas. Com o passar do tempo, as fraquezas humanas foram impedindo as pessoas de perceberem a primeira mensagem e Deus decidiu escrever o segundo livro que é a Bíblia, através de pessoas escolhidas para este sagrado fim.” A Bíblia não foi escrita para substituir o Livro da Vida, mas para ser um ‘guia’ que ajude o leitora entendê-lo melhor. Ela é o livro da comunidade que dá ao povo a esperança no Reino de Deus. É como uma grande carta de amor que só pode ser compreendida se lida com o mesmo sentimento com o qual foi escrito. O foco principal é Jesus Cristo, Ele é o centro da Bíblia e, por isso, devemos ler todos os textos a partir d’Ele. Antes de ser escrita, a Sagrada Escritura foi vivida e transmitida oralmente; assim, desde o início da formação do Povo de Deus, com o chamado de Abraão, até a finalização do último texto do Novo Testamento, a III Carta de João, somam-se quase dois milênios de história plenos da Revelação de Deus. Convém destacar que, no cânon da Bíblia, os livros não foram organizado na ordem em que foram escritos e nem na ordem em que os fatos relatados ocorreram.</p>
<p style="text-align: justify;">A importância do Primeiro Testamento reside em  preparar e anunciar a espera do Reino de Deus, a chegada do Filho do Homem por meio do próprio Deus que se manifesta justo e misericordioso na caminhada junto à humanidade criada. Ele é venerado pelos cristãos como verdadeira Palavra de Deus porque a Antiga Aliança nunca foi revogada. Seus textos são divinamente inspirados pelo Espírito Santo, são partes indispensáveis da Sagrada Escritura e revelam a ‘divina pedagogia’ do amor salvífico de Deus (CIC 121-123) [1] (DV 15), entendida pela Igreja como a forma gradual de Deus Se revelar e preparar a humanidade, por etapas, para receber a Revelação que faz de Si próprio, e que vai culminar na Pessoa e missão do Verbo encarnado, Jesus Cristo (CIC 53). Ele inicia-se com a criação do universo e do homem; descreve a queda da humanidade, a depuração pelo dilúvio, o “arrependimento” de Deus e a restauração da humanidade em Noé e sua descendência; testemunha a presença de Deus junto ao povo de Israel; contém a Antiga Aliança de Deus com aquele povo e o prepara para a vinda de Cristo.</p>
<p style="text-align: justify;">Baseado em Lucas 24,44 -  “Jesus disse: é preciso que se cumpra tudo o que está escrito a meu respeito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos” &#8211; a tradição cristã dividiu o Primeiro Testamento em quatro grandes blocos de livros: Leis, Proféticos, Escritos, e acrescentou os livros Históricos. Na atual divisão da Bíblia, os blocos seguem a seguinte ordem: Leis ou ‘Torá’, mais conhecido como <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Pentateuco">Pentateuco</a>, que contém os cinco primeiros livros da Bíblia: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio. Os livros <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Livros_Hist%C3%B3ricos" target="_blank">Históricos</a>: Josué,  Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias, Tobias, Judite, Ester, I e II Macabeus. Os livros Proféticos que estão divididos em Profetas maiores, que são os livros longos: Isaías, Jeremias, Ezequiel, Daniel; e Profetas menores, livros menores: Baruc, Oséias, Joel, Amós, Abdias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuc, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. E os Escritos, com os diversos livros Poéticos ou <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Livros_Sapienciais" target="_blank">Sapienciais</a>: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico dos Cânticos, Sabedoria, Eclesiástico e Lamentações, sendo que este último se encontra no bloco dos livros proféticos por ser Jeremias (profeta) atribuído como o seu autor.</p>
<p style="text-align: justify;"> A Igreja considera como Palavra de Deus escrita na linguagem humana, tanto o Primeiro Testamento quanto o Segundo, onde este dá continuidade e reafirma o valor e a atualidade do Primeiro. E, apesar de Cristo ter alicerçado a Nova Aliança no Seu sangue, os livros do Primeiro Testamento integralmente aceitos na pregação evangélica, adquirem e manifestam a sua significação completa no Segundo Testamento, e este os iluminam e explicam (DV 16).</p>
<p style="text-align: justify;"> O Segundo Testamento tem como objetivo central a Palavra de Deus que se apresenta de modo especial na pessoa de Jesus Cristo, o Seu Filho feito Homem, com seus atos, ensinamentos, paixão e glorificação que se encontram nos quatro Evangelhos e que são o coração de toda a Bíblia. Eles ocupam o primeiro lugar nas Escrituras porque dão o testemunho da vida e da doutrina do Verbo encarnado (CIC 124-125).</p>
<p style="text-align: justify;"> A Igreja defendeu e defende, sempre e em toda a parte, a origem apostólica dos quatro Evangelhos na certeza de que, aquilo que os apóstolos ouviram de Cristo, eles mesmos pregaram e, juntamente com os seus seguidores, deixaram por escrito, sob a ação do Espírito Santo, como fundamento da fé, após a Ascensão do Senhor. Eles comunicam coisas verdadeiras e sem engano, daquilo que se lembravam, e com base no testemunho daqueles que viram e foram ministros da palavra, com a intenção de dar a conhecer a verdade dos ensinamentos a que foram instruídos. Transmitem, também, com fidelidade, o que Jesus, o Filho de Deus, realmente praticou e ensinou durante a sua vida terrena até o dia em que foi elevado ao céu (At 1,1-2) (DV 17-19).</p>
<p style="text-align: justify;"> No Segundo Testamento, além dos <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Evangelhos_e_Actos" target="_blank">Evangelhos</a> Mateus, Marcos, Lucas e João, estão também os <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Evangelhos_e_Actos" target="_blank">Atos dos Apóstolos</a>; as <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Cartas_de_S%C3%A3o_Paulo" target="_blank">Cartas Paulinas</a>: Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito, Filemon; a <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Carta_aos_Hebreus" target="_blank">Carta aos Hebreus</a> e <em>Cartas universais:</em> Tiago, I e II Pedro, I, II e III João, Judas; e o <a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=Livro_do_Apocalipse" target="_blank">Apocalipse</a>. Todos foram redigidos por inspiração do Espírito Santo e revelam o início da Igreja de Cristo e a sua difusão; confirmam o que diz respeito a Cristo Senhor e explicam, mais ainda, a Sua genuína doutrina; e anunciam a Sua consumação gloriosa (DV20).</p>
<p style="text-align: justify;">No Evangelho de Jo 1,3 está escrito: ”o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos!”. Esta frase expressa a intenção dos Textos Sagrados, pois a Palavra de Deus vivida e testemunhada foi codificada para que a memória da comunidade não se perdesse, e a Bíblia é o resultado desse esforço. Entretanto, ela não encerra toda a Revelação, pois, como lemos em Jo 21,25: “Jesus fez ainda muitas outras coisas. Se fossem escritas uma por uma, penso que não caberiam no mundo os livros que seriam escritos.”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Notas</strong></p>
<p style="text-align: justify;">[1] Catecismo da Igreja Católica</p>
<p style="text-align: justify;">Gravura: <a href="http://vocacionadosdedeusemaria.blogspot.com/2008/09/bbliao-evangelho-no-se-adapta-ao-nosso.html" target="_blank">Bíblia: O Evangelho não se adapta ao nosso jeito</a><strong></strong></p>
<p style="text-align: justify;"><strong> </strong><strong>Referências Eletrônicas</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=B%C3%ADblia_Sagrada#A_Sagrada_Escritura.2C_Palavra_de_Deus_aos_homens" target="_blank">A Sagrada Escritura, Palavra de Deus aos homens</a></p>
<p style="text-align: justify;">Bíblia Edição Pastoral, <a href="http://www.paulus.com.br/BP/_P4.HTM" target="_blank">A Leitura da Bíblia</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.comshalom.org/formacao/exibir.php?form_id=1387" target="_blank">Dei Verbum e a Formação do antigo Testamento</a></p>
<p style="text-align: justify;"> Para refletir:</p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>O que esta ficha acrescentou no seu conhecimento sobre a Bíblia?</li>
<li>Como você entende a relação entre o Primeiro e o Segundo Testamentos?</li>
<li>Que relação você faz, entre os dois Testamentos, no que diz respeito à experiência do deserto e à liberdade do homem?</li>
<li>Para você, qual é a importância do Primeiro Testamento?</li>
</ol>
<div style="text-align: justify;">
<div><div class="download-box" ><p><strong>Arquivo PDF</strong> -<strong> Se desejar “baixar” o texto, clique em:</strong> <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/uploads/2012/03/Ficha-16-O-Antigo-e-o-NovoTestamentos.pdf" target="_blank"><strong>download</strong></a></p>
</div></div>
<p>Orientações para a interação:</p>
<p>a) Você poderá  discutir este texto, presencialmente,  com seus amigos na comunidade.</p>
<p>b) Você poderá enviar sua opinião usando a &#8216;caixa&#8217; de comentários abaixo.</p>
<p>d) Por fim, você poderá interagir na sala de aula virtual   “Ambiente Virtual de Formação” da Arquidiocese.  Acesse <a href="http://www.avf.org.br/" target="_blank">http://www.avf.org.br/</a> e siga as orientações.</p>
<p>Aguarde a publicação da próxima ficha: <strong>A Sagrada Escritura na vida da Igreja</strong>- 28 de março</p>
<p><strong>Ao fazer uso deste texto digital, favor citar a fonte!</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
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		</item>
		<item>
		<title>Ficha 15 &#8211; A Inspiração Divina e a Interpretação da Sagrada Escritura   (3ª DV)</title>
		<link>http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/inspiracao-divina/</link>
		<comments>http://www.ambientevirtual.org.br/fichas-de-estudo/inspiracao-divina/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 19:10:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe A.V.F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fichas de Estudo]]></category>
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		<category><![CDATA[Condescendência de Deus]]></category>
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		<category><![CDATA[Inspiração]]></category>
		<category><![CDATA[Interpretação]]></category>
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		<description><![CDATA[Esta décima quinta ficha, terceira da Dei Verbum, aborda o capítulo III que se refere à natureza da Sagrada Escritura e à graça concedida por Deus à humanidade, dotando-a de capacidades para interpretá-la e compreendê-la segundo sua própria linguagem. Este capítulo deve ser estudado no contexto do Concílio Vaticano II, que valorizou a condição humana e os dons que Deus concedeu ao homem para transformar o mundo. Depois de haver colocado com clareza, no segundo capítulo, que o magistério tem a função de zelar pela ‘correta’ interpretação da Sagrada Escritura, este terceiro capítulo enaltece as ciências bíblicas e, especialmente, os exegetas e intérpretes, que são colaboradores e partícipes do magistério da Igreja que, com seus trabalhos, lançam luzes e muito colaboram para que a Sagrada Escritura seja mais compreendida e amada, assim como ensinou Santo Agostinho: ‘só se ama aquilo que se conhece’. Numa expressão, podemos dizer que Deus, a comunicação por excelência, quis sabiamente, não só Se Revelar, mas dar condições para que o homem O compreendesse.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p align="center"><strong>Constituição Dogmática <em>DEI VERBUM</em> </strong></p>
<p align="center"><strong>Sobre a Revelação Divina</strong></p>
<p align="center"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Esta décima quinta ficha, terceira da Dei Verbum, aborda o capítulo III que se refere à natureza da Sagrada Escritura e à graça concedida por Deus à humanidade, dotando-a de capacidades para interpretá-la e compreendê-la segundo sua própria linguagem. Este capítulo deve ser estudado no contexto do Concílio Vaticano II, que valorizou a condição humana e os dons que Deus concedeu ao homem para transformar o mundo. Depois de haver colocado com clareza, no segundo capítulo, que o magistério tem a função de zelar pela ‘correta’ interpretação da Sagrada Escritura, este terceiro capítulo enaltece as ciências bíblicas e, especialmente, os exegetas e intérpretes, que são colaboradores e partícipes do magistério da Igreja que, com seus trabalhos, lançam luzes e muito colaboram para que a Sagrada Escritura seja mais compreendida e amada, assim como ensinou Santo Agostinho: ‘só se ama aquilo que se conhece’ [1]. Numa expressão, podemos dizer que Deus, a comunicação por excelência, quis sabiamente, não só Se Revelar, mas dar condições para que o homem O compreendesse. Este capítulo está dividido em três partes: ‘A inspiração e a verdade contida na Sagrada Escritura’; ‘A sua interpretação’; e ‘A condescendência de Deus’.</p>
<p style="text-align: justify;">A Igreja acredita que a Sagrada Escritura contém e é a Revelação de Deus e, justamente por isso, é a Palavra do próprio Deus. Ela é a verdade de Deus querida e manifestada, é a Sua Sagrada Vontade que, através da inspiração, foi codificada para a linguagem humana pelos autores sagrados. A inspiração deve ser entendida como dom da iluminação concedida pelo Espírito Santo ao autor humano para que ele pudesse, com os dados de sua cultura, transmitir uma mensagem fiel ao pensamento de Deus. O Concílio reconhece que Deus agiu diretamente nas faculdades e capacidades daqueles homens escolhidos para que pusessem por escrito, como verdadeiros autores, ‘tudo aquilo’ e ‘só aquilo’ que Ele quisesse, tornando a Sagrada Escritura ensinamentos certos, fiéis e sem erros sobre a verdade relativa à salvação da humanidade (DV11). Pedro escreveu: <em>“&#8230; sabei isto: nenhuma profecia da Escritura jamais veio por vontade humana, mas os homens impelidos pelo Espírito Santo falaram da parte de Deus” </em>(2 Pe 1,19-21). Portanto, a Bíblia é um livro divino-humano que transmite o pensamento de Deus em linguagem humana, ou seja, a Palavra de Deus se revestiu da palavra do homem (judeu e/ou grego, com todas as suas particularidades de expressão), e assemelha-se ao mistério da Encarnação, onde Deus se revestiu de humanidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Os padres conciliares acentuam que a diferença de tempo e espaço que existe entre  os escritos do Texto Sagrado e a leitura dos mesmos, no tempo hodierno, deve ser minimizada pelos exegetas e seus auxiliares que buscam meios para tornar a Sagrada Escritura compreensível à interpretação dos homens, sedentos de conhecer as verdades de Deus. Como Deus, na Sagrada Escritura, falou por meio de homens e à maneira humana, o exegeta, para saber o que Deus quis comunicar, deve investigar com atenção o que os escritores sagrados quiseram explicitar daquilo que Deus desejou manifestar por meio deles, pois a Palavra do próprio Deus não deve ser entendida no sentido literal do texto. É preciso ter em conta a mentalidade, a intenção e os modos peculiares de sentir, dizer ou narrar que eram empregados nos tempos em que foram escritos, e também, os diferentes gêneros literários (históricos, proféticos, poéticos, apocalípticos e epistolares entre outros) para buscar o sentido que eles pretenderam exprimir. Para alcançar este sentido é preciso transcender a tradução exata do texto na forma intelectual, dentro de um processo de vida e de compreensão que se deixa guiar ‘segundo o Espírito’, ou seja, em toda interpretação do Texto Sagrado deve-se ter presente a unidade da Sagrada Escritura e a sua ligação com Jesus Cristo, o centro da fé. Assim, um texto do AT só tem sentido para a fé se for lido à luz do evento salvífico da ressurreição, o que a DV chamou de “analogia da fé”. A leitura e a interpretação devem ser feitas com a ajuda do mesmo Espírito que levou à sua redação, cabendo, pois, aos exegetas procurar entender e expor mais profundamente o seu sentido num trabalho, como que preparatório, que amadureça o julgamento da Igreja, pois todas essas coisas estão sujeitas ao juízo da Igreja, que exerce o divino mandato e o ministério de guardar e interpretar a Palavra de Deus (DV12).</p>
<p style="text-align: justify;">O Concilio de Trento, com fundamento na Tradição Apostólica, estabeleceu definitivamente o Cânon Bíblico, conjunto de 73 livros considerados inspirados por Deus que compõem a Bíblia Católica, sendo 46 do AT e 27 do NT [2]. Outros escritos não foram incluídos por serem considerados apócrifos, ou seja, não inspirados. Por outro lado, as Igrejas nascidas da Reforma Protestante não reconhecem sete destes livros, além de algumas citações, todos do Antigo Testamento, porque acreditam não terem sido inspirados por Deus e, também, por terem sido escritos em língua grega e não hebraica ou aramaica. Os livros são: Tobias, Judite,  I e II Macabeus, Baruc, Sabedoria e Eclesiástico; e as citações são: Daniel 3,24-90, 13-1.4 e Ester 10,4-16,24.</p>
<p style="text-align: justify;">O Concílio Vaticano II recorre ao termo ’<strong><em>Condescendência de Deus’,</em></strong> de São João Crisóstomo, doutor da Igreja, a fim de expressar o cuidado de Deus para que os homens tivessem acesso à Revelação. O magistério eclesial ensina que, sem precisar, Deus quis valer-se da natureza humana para que ela conhecesse os seus desígnios. Esta condescendência de Deus realizou-se, de modo insuperável, na encarnação do Verbo, a Palavra eterna que se exprime na criação e se comunica na história da salvação, não como um discurso, conceitos ou regras, mas na própria pessoa de Jesus. A sua história, única e singular, é a Palavra definitiva que Deus diz à humanidade (DV13).</p>
<p style="text-align: justify;">Graças, pois ao trabalho de milhares de homens e mulheres exegetas, toda a humanidade pôde ter acesso à Sagrada Escritura, acesso este que foi enormemente facilitado com a abertura da Igreja, manifestada na Dei Verbum, possibilitando o povo ter a Bíblia para estudá-la em comunidade ou individualmente, de modo especial, também, através da <em>Lectio Divina</em> ou Leitura Orante. Os exegetas colaboraram, e colaboram até hoje, para que o povo tenha às mãos um texto agradável de ser lido na medida em que, com seus estudos e questionamentos, impulsionam a Igreja à frente para caminhar junto ao seu povo, tornando a Palavra de Deus sempre viva e atual, como verdadeira água viva que jorra através dos tempos.</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, não se pode deixar de observar que o  maior ensinamento da Dei Verbum é que qualquer texto bíblico não deve ser lido como ação de Deus no passado, mas a partir do evento Jesus Cristo, a Revelação por excelência,  Aquele que manifesta a face de Deus ao mundo.</p>
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p>[1] Santo Agostinho, A Trindade &#8211; Livro X, capítulos 1 e 2, págs. 308/315 &#8211; Paulus, 1995, São Paulo</p>
</div>
<div>
<p>[2] Catecismo da Igreja Católica 120</p>
</div>
<p><strong>Referências Eletrônicas</strong></p>
<p>Bettencourt, D. Estêvão, <a href="http://catoliconews.blogspot.com/2011/09/o-que-e-inspiracao-biblica.html">O</a> <a href="http://catoliconews.blogspot.com/2011/09/o-que-e-inspiracao-biblica.html">que</a> <a href="http://catoliconews.blogspot.com/2011/09/o-que-e-inspiracao-biblica.html">é</a> <a href="http://catoliconews.blogspot.com/2011/09/o-que-e-inspiracao-biblica.html">inspiração</a> <a href="http://catoliconews.blogspot.com/2011/09/o-que-e-inspiracao-biblica.html">bíblica</a><a href="http://catoliconews.blogspot.com/2011/09/o-que-e-inspiracao-biblica.html">?</a></p>
<p>Mendes, Jones Talai e Santos, Eduardo da Silva,<em> </em><a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/view/2733" target="_blank">Considerações sobre inspiração bíblica</a></p>
<p>Zilles, Urbano:<em> </em><a href="http://revistaseletronicas.pucrs.br/ojs/index.php/teo/article/view/4485" target="_blank">O Magistério dos bispos e o Magistério dos doutores</a></p>
<p>Para refletir:</p>
<ol>
<li>Depois de ter meditado sobre as informações desta ficha, podemos afirmar que a Bíblia verdadeiramente é a Palavra de Deus? E por quê?</li>
<li>Para você é importante estudar o Texto Sagrado e qual lhe parece ser a forma ou formas corretas de estudar a Bíblia?</li>
<li>Diante das afirmações da Dei Verbum, você acha importante o estudo do Primeiro ou Antigo Testamento?</li>
</ol>
<p>&nbsp;</p>
<div><div class="download-box" ><p><strong>Arquivo PDF</strong> -<strong> Se desejar “baixar” o texto, clique em:</strong> <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/uploads/2012/02/Ficha-15.pdf" target="_blank"><strong>download</strong></a></p>
</div></div>
<p>Orientações para a interação:</p>
<p>a) Você poderá  discutir este texto, presencialmente,  com seus amigos na comunidade.</p>
<p>b) Você poderá enviar sua opinião usando a &#8216;caixa&#8217; de comentários abaixo.</p>
<p>d) Por fim, você poderá interagir na sala de aula virtual   “Ambiente Virtual de Formação” da Arquidiocese.  Acesse <a href="http://www.avf.org.br/" target="_blank">http://www.avf.org.br/</a> e siga as orientações.</p>
<p>Aguarde a publicação da próxima ficha:  O Antigo e o Novo Testamentos &#8211; 14 de março</p>
<p><strong>Ao fazer uso deste texto digital, favor citar a fonte!</strong></p>
<p>Gravura: <a href="http://www.conventinho.com/augusto21.htm" target="_blank">São Jerônimo -</a> Tradutor da Bíblia do Grego e Hebraico para o Latim &#8211; Sua obra ficou conhecida como Vulgata.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Participe do Estudo &#8220;Discípulos Missionários a partir do Evangelho de Marcos&#8221;</title>
		<link>http://www.ambientevirtual.org.br/noticias/participe-do-estudo-discipulos-missionarios-a-partir-do-evangelho-de-marcos/</link>
		<comments>http://www.ambientevirtual.org.br/noticias/participe-do-estudo-discipulos-missionarios-a-partir-do-evangelho-de-marcos/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 27 Feb 2012 20:06:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe A.V.F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[AVF]]></category>
		<category><![CDATA[Estudo]]></category>
		<category><![CDATA[facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Marcos]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ambientevirtual.org.br/?p=2567</guid>
		<description><![CDATA[O grupo de Estudo do “Ambiente Virtual de Formação” criou o grupo de Reflexão sobre o Evangelho de Marcos no Facebook.
A criação deste grupo pretende contribuir com todos os que desejam aprofundar o estudo do Evangelho de Marcos que foi escolhido como o texto de estudo para o mês da Bíblia de 2012. O tema será "Discípulos missionários a partir do Evangelho de Marcos" e o lema será: "Coragem! Levanta-te! Ele te chama" (Mc 10,49).]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O grupo de Estudo do “Ambiente Virtual de Formação” criou o grupo de Reflexão sobre o Evangelho de Marcos no Facebook.<br />
A criação deste grupo pretende contribuir com todos os que desejam aprofundar o estudo do Evangelho de Marcos que foi escolhido como o texto de estudo para o mês da Bíblia de 2012. O tema será &#8220;Discípulos missionários a partir do Evangelho de Marcos&#8221; e o lema será: &#8220;Coragem! Levanta-te! Ele te chama&#8221; (Mc 10,49).</p>
<p style="text-align: justify;">O grupo funcionará da seguinte forma:</p>
<p style="text-align: justify;">O grupo foi aberto no dia 27/02 e a partir, de então, aceitará inscritos. A única exigência é que os(as) interessados (as) tenham uma conta-perfil no Facebook. O prazo para iniciar o estudo é 15/03.<br />
Desejando ser colaborativo, o grupo espera que a partir de sua abertura e, mesmo durante o estudo, os inscritos compartilhem mensagens de expectativas, troca de links de subsídios de estudos, vídeos, proposta para o estudo, etc.<br />
Depois de aberto, haverá uma consulta sobre a possibilidade de realização de chats através de áudio (Skype) em horários compatíveis com os grupos que desejarem enriquecer o debate.<br />
A proposta da coordenação é que usemos como roteiro de estudo o subsídio do CEBI &#8211; O Evangelho de Marcos &#8211; Um roteiro de viagem tendo Jesus como guia, escrito por Carlos Mesters e Francisco Orofino. Aos que desejarem adquirir o texto, poderão fazer seu pedido através do site do <a href="http://www.cebi.org.br/noticia.php?secaoId=1&amp;noticiaId=2715" target="_blank">CEBI</a>. Lembramos que o CEBI aceita pedidos de, no mínimo, quatro livros. Os membros do grupo no Facebook poderão se organizar para compras coletivas.</p>
<p style="text-align: justify;">Para os que desejarem participar do grupo, acessem <a href="http://www.facebook.com/groups/288244334578816/" target="_blank">http://www.facebook.com/groups/288244334578816/</a></p>
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		<title>Nada como pressuposto!</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Feb 2012 18:58:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rigolo Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos e Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[AVF]]></category>
		<category><![CDATA[Catequese]]></category>
		<category><![CDATA[CNBB 97]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelização]]></category>
		<category><![CDATA[formação on-line]]></category>
		<category><![CDATA[Igreja Católica]]></category>
		<category><![CDATA[iniciação]]></category>
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		<description><![CDATA[" Não temos de dar nada como pressuposto e descontado. Todos os batizados são chamados a ‘recomeçar a partir de Cristo’, a reconhecer e a seguir sua Presença com a mesma realidade e novidade, o mesmo poder de afeto, persuasão e esperança, que teve seu encontro com os primeiros discípulos nas margens do Jordão há 2000 anos, e com os ‘João Diego’ do Novo Mundo. (DA 549)"
A epígrafe acima, da qual foi extraído o título para este texto,  faz parte das Conclusões da Conferência de Aparecida. Nela se reflete que a evangelização exige que todos os cristãos, indistintamente, retomem a experiência fundante do encontro com o Senhor como condição para a missão. Entende-se, pois, que se trata de um forte alerta àqueles que, por seus diversos ministérios, se aplicam aos processos formativos e informativos. A experiência do encontro com Jesus Cristo não pode ser dada como pressuposta.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<p style="text-align: justify; padding-left: 90px;" dir="ltr"><em>Não temos de dar nada como pressuposto e descontado. Todos os batizados são chamados a ‘recomeçar a partir de Cristo’, a reconhecer e a seguir sua Presença com a mesma realidade e novidade, o mesmo poder de afeto, persuasão e esperança, que teve seu encontro com os primeiros discípulos nas margens do Jordão há 2000 anos, e com os ‘João Diego’ do Novo Mundo.</em> (DA 549)</p>
<p> <span style="text-align: justify;">A epígrafe acima, da qual foi extraído o título para este texto,  faz parte das Conclusões da Conferência de Aparecida. Nela se reflete que a evangelização exige que todos os cristãos, indistintamente, retomem a experiência fundante do encontro com o Senhor como condição para a missão. Entende-se, pois, que se trata de um forte alerta àqueles que, por seus diversos ministérios, se aplicam aos processos formativos e informativos. A experiência do encontro com Jesus Cristo não pode ser dada como pressuposta.</span></p>
<p style="text-align: justify;"> A Conferência de Aparecida deu a entender que a percepção da ‘Igreja comunhão’ já foi razoavelmente assimilada pela comunidade eclesial. O desafio agora é desenvolver a missionariedade da ‘Igreja’, daí a razão da maioria dos dez capítulos refletir sobre os vários aspectos da vida dos ‘discípulos missionários’. O capítulo VI, um dos mais importantes, indica os caminhos para formar os discípulos missionários, os responsáveis pela Grande Missão Latino Americana.</p>
<p style="text-align: justify;">Este importante documento do magistério latino americano nos permite interpretar que não se pode negar que existe uma cultura cristã subjacente na sociedade moderna em nosso continente. Ela formou pessoas que, razoavelmente, conhecem a Bíblia, parte da doutrina católica e muito do universo religioso católico e, em função disso, muitas se consideram católicas. Entretanto, isso não significa dizer que elas abraçaram e assumiram o projeto do Reino de Deus, anunciado por Cristo Jesus.  A forma como muitos cristãos vivem no século XXI não desperta o desejo em outras pessoas de imitá-los, pois parece que o ‘ser do mundo’ os seduziu a ponto de &#8216;colocarem suas lâmpadas embaixo da mesa&#8217;, tornando-os um tanto apagados na fé. São cristãos, de fato, mas não irradiam a Luz do Cristo no mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">Não dar nada por pressuposto exige uma espiritualidade do encontro, que reconheça no outro a presença de Deus. E todo encontro exige abertura às necessidades da outra pessoa, sendo, portanto, mais importante saber o que o outro precisa,  do que aquilo que se deseja apresentar.  Se já se sabe, de antemão, o que é e como deve ser feito, aquele que deveria ser o sujeito da evangelização passa ser, na verdade, transformado em objeto dela. E, isto é muito claro de se compreender quando analisamos o conceito de  comunicação onde é preciso haver emissão e recepção da mensagem. De nada adianta o emissor enviar a mensagem sem se preocupar se o receptor a recebe, em que condições a recebe e se a compreende.</p>
<p style="text-align: justify;">Comunicação, antes de tudo, é deixar espaço para que o outro também se manifeste.  O emissor precisa estar despojado do pressuposto de que todo o ciclo da comunicação tenha se completado pelo simples fato da mensagem ter sido emitida. Exemplo disso são os sacramentos. Será que quando as pessoas pedem os sacramentos, elas os compreendem da mesma forma como a Igreja? Será que nós, agentes de pastoral, nos interessamos em compreender os motivos antropológicos e sociológicos que levaram aquela pessoa a vir ao nosso encontro para pedir um sacramento? Ou será que, ao indicar um breve e singelo cursinho preparatório, não estamos dando por pressuposto uma série de coisas?  Não reside aqui um problema de comunicação?</p>
<p style="text-align: justify;">Podemos pensar que é isso que o texto de Aparecida quer dizer com a expressão: “não dar nada como  pressuposto”. Que bonita abertura para que o outro não seja cobrado por aquilo que ele não recebeu! Não há como deixar de lembrar o texto do ministro da rainha de Candace que, humildemente, confidenciou a Felipe que ele não poderia conhecer a Torá, pelo simples fato que, até então, ninguém lhe havia anunciado (At 8,27-31).</p>
<p style="text-align: justify;">Não é de hoje que se insiste que a formação é um pilar importante na ação evangelizadora da Igreja! Mas de que formação nós estamos falando? E formação para quem e para quê? Quase todos os nossos processos formativos partem do pressuposto que as pessoas precisam de conhecimento bíblico, doutrinário e teológico e nos esquecemos de tantas outras necessidades das pessoas e, justamente, parece que estas são que mais fazem falta. Seria tão simples agir como Felipe, que não deu aula de Bíblia nem de doutrina, mas falou com toda força de seu coração o que significava a presença do Senhor em sua vida e como Ele a modificara. Isso desencadeou, no ministro de Candace, o desejo de se tornar alguém como Felipe. Querendo imitá-lo, pediu-lhe o batismo  que lhe foi concedido. Ali começava a formação de um novo discípulo de Jesus!</p>
<p style="text-align: justify;">Por fim, ao afirmar que todos devem ‘recomeçar a partir de Cristo’, o documento de Aparecida indica também que o campo de missão não é apenas o outro, mas, antes, nós mesmos! Nossa missão, então, antes de tudo, é dar testemunho das maravilhas operadas por Deus em nossas vidas!</p>
</div>
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		<title>Ficha 14 &#8211; A Transmissão da Revelação Divina (2ª DV)</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Feb 2012 23:28:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Equipe A.V.F.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Fichas de Estudo]]></category>
		<category><![CDATA[Anúncio]]></category>
		<category><![CDATA[Bíblia]]></category>
		<category><![CDATA[Dei verbum]]></category>
		<category><![CDATA[DV]]></category>
		<category><![CDATA[Interpretação]]></category>
		<category><![CDATA[Revelação Divina]]></category>
		<category><![CDATA[Sagrada Escritura]]></category>
		<category><![CDATA[Vaticano II]]></category>

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		<description><![CDATA[A décima quarta ficha, segunda da DV, refere-se ao capítulo II que trata da delicada e importante  missão de interpretar e transmitir a Revelação Divina. Em pleno século XXI, a mensagem de Cristo continua sendo anunciada segundo o mandamento do Senhor: “Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei” (Mt 28,19-20a). ]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p style="text-align: center;"><strong>Constituição Dogmática <em>DEI VERBUM</em></strong></p>
<p style="text-align: center;" align="center"><strong>Sobre a Revelação Divina</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><br />
</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A décima quarta ficha, segunda da DV<strong>, </strong>refere-se ao capítulo II que trata da delicada e importante  missão de interpretar e transmitir a Revelação Divina. Em pleno século XXI, a mensagem de Cristo continua sendo anunciada segundo o mandamento do Senhor: <em>“Ide, portanto, e fazei que todas as nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo quanto vos ordenei” </em>(Mt 28,19-20a). Todos aqueles que a transmitem, fazem isso pela fé e acreditam cumprir o mandamento do Senhor. Todavia, é necessário reconhecer que, ao longo do tempo, diversas formas de anunciar o Evangelho se sucederam. Disso se constata que, tanto a ação de interpretar quanto a de transmitir são realizadas por pessoas que estão situadas no tempo e no espaço e, portanto, são passíveis de ser influenciadas pelas circunstâncias históricas e temporais. Especialmente, em nosso tempo, com a multiplicação de muitas religiões de matriz cristã e com o ceticismo moderno, surgem questões  relativas à interpretação e à transmissão da Revelação, tais como, se o que se anuncia fora mesmo dito por Jesus, o Cristo, e/ou por seus contemporâneos. A existência do ditado popular: ‘quem conta um conto acrescenta um ponto’ revela que toda transmissão contém também uma interpretação. De outro lado, na perspectiva da fé, a interpretação deve ser vista como um serviço que a Igreja presta à comunidade, e cabe ao ouvinte ter discernimento para buscar a essência do anúncio.</p>
<p style="text-align: justify;"><span>Os questionamentos relativos à transmissão e interpretação da Sagrada Escritura tomaram vulto a partir da Reforma Protestante (1517) quando Lutero questionou se os ensinamentos da Igreja eram fundamentados na Bíblia ou nos ensinamentos do clero e na doutrina acumulada nos séculos anteriores. O Concílio de Trento (1545 a 1563), conhecido também como Contra-Reforma, confirmou que o Magistério da Igreja e a Tradição eram responsáveis pela ‘interpretação’ e ‘transmissão’ da Revelação Divina contida na Sagrada Escritura e que somente o clero poderia interpretar e transmitir a Palavra de Deus. Isto foi aceito pela comunidade católica, mas não pelas Igrejas ligadas à Reforma Protestante que continuavam a defender que cada fiel possui a graça para interpretar a Sagrada Escritura, a seu modo. A partir do século XVI a Igreja também sofreu severas críticas da sociedade moderna por tentar conter as ideologias que esta propagava, essencialmente, a supervalorização da subjetividade e a liberdade de consciência, e pela forma da Igreja de se fazer presente na sociedade. Entretanto,alguns membros do clero se esforçavam por tornar a Igreja aberta e interessada nos estudos bíblicos. Em 1890, os dominicanos fundaram, por conta própria, a Escola Bíblica de Jerusalém que muito contribuiu para os estudos bíblicos e para as futuras traduções da Sagrada Escritura. Atento aos sinais dos tempos, o papa  Leão XIII (1878-1903) que era bastante sensível às mudanças na Igreja criou, em 1902, a Pontifícia Comissão Bíblica e a responsabilizou por promover os estudos da Sagrada Escritura. Em 1909, durante o pontificado de Pio X, esta Comissão fundou o Pontifício Instituto Bíblico, em Roma, com a finalidade de zelar pela ortodoxia [1] católica nos estudos bíblicos. A partir de 1942, o movimento francês “Nova Teologia” retomou o estudo das fontes cristãs:  ‘A Escritura e os escritos Patrísticos ’e  deu-se início à publicação da coleção  de textos antigos </span><em>Sources Chretiennes</em><span> (Fontes Cristãs). Em 1943, consciente das novas pesquisas bíblicas nos meios protestante e católico, o papa Pio XII  publica a Encíclica </span><em>Divino Afllante Spiritu</em><span> que reconhece a importância dos estudos e da exegese bíblica [2], o que foi visto como um grande avanço da Igreja, por isso, ela é considerada a precursora da Constituição Dogmática DV.</span></p>
<p style="text-align: justify;">É, pois, dentro deste contexto que os padres conciliares entenderam que era o momento da Igreja se posicionar diante de um assunto tão importante. Durante três anos, estudaram, debateram e publicaram a DV. Isso não significa que todas as opiniões foram concordes na produção do documento, tanto que foi um dos mais demorados a ser produzido. Entretanto, ele deve ser visto na perspectiva do Concílio: uma Igreja que deseja se abrir ao mundo e às várias realidades eclesiais, por isso o Vaticano II teve a participação de bispos de todos os continentes. O resultado foi deixar claro que a Revelação de Deus é dinâmica e que, justamente por isso, o conjunto dos livros que formam a Sagrada Escritura deve ser sempre objeto de estudo.</p>
<p style="text-align: justify;">A DV procura legitimar que a transmissão da Revelação Divina faz parte do Magistério, segundo a Tradição Apostólica. Ela recorda que Cristo Senhor ordenou aos apóstolos o anúncio e a pregação do Evangelho que Ele veio cumprir como fonte de toda verdade e de toda regra moral, comunicando-lhes, assim, os dons divinos. E eles cumpriram este mandato fielmente! E, para perpetuar esta missão, deixaram como seus sucessores os bispos, ‘transmitindo-lhes a sua própria função de ensinar’; e, para que o Evangelho se conservasse perenemente íntegro e vivo na Igreja, interpretassem  a Revelação de Deus contida na Sagrada Escritura e a atualizassem a seu tempo, compreendendo, assim, que a Revelação é continua.</p>
<p style="text-align: justify;">A Igreja entende que a Tradição Apostólica está relacionada ao ensinamento da doutrina que é feita pelo Magistério, e corresponde à forma como a Igreja vive e ao culto que realiza no seu tempo, transmitindo a todas as gerações aquilo que é e o que crê, acreditando que o conhecimento da verdade divina é cumulativo. Nisto reside a Tradição, tal qual um tesouro em que, a cada dia, se descobre e se interpreta de forma renovada a Palavra de Deus, entendendo que Deus se comunicou  e se comunica através das Sagradas Escrituras (DV8).</p>
<p style="text-align: justify;">A Tradição Apostólica e a Sagrada Escritura estão estreitamente relacionadas entre si, pois derivam da mesma fonte divina que é Jesus Cristo. Ambas se caracterizam por conterem em si mesmas o Verbo de Deus, Jesus Cristo, a Palavra de Deus, inspirada pelo Espírito Santo escrita na Sagrada Escritura, ou confiada diretamente aos apóstolos pelo próprio Cristo Senhor na Sagrada Tradição. A respeito de todas as coisas reveladas, portanto, a Igreja tira a sua certeza tanto de uma como de outra, e portanto, ambas devem ser recebidas e veneradas com igual afeto e piedade (DV9). <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/blog/tag/concilio-vaticano-ii/" target="_blank">A<strong> </strong>Tradição Apostólica não fecha o acesso à Escritura</a>, ao contrário o abre, portanto, a Tradição e a Sagrada Escritura constituem um só depósito sagrado da Palavra de Deus, confiado à Igreja.</p>
<p style="text-align: justify;">Somente ao Magistério vivo da Igreja, ao sacerdócio ministerial hierárquico cuja autoridade é exercida em nome de Jesus Cristo, é confiada a interpretação autêntica da palavra de Deus contida na Tradição ou na Sagrada Escritura, não estando ele, portanto, acima da palavra divina, mas ao seu serviço na transmissão e no ensinamento, inspirado sempre pelo Santo Espírito. Fica, portanto, perfeitamente explicitado que a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, segundo o perfeito plano de Deus, estão de tal maneira ligados entre si que um não se mantém sem o outro e, juntos, cada um ao seu modo, sob a ação de um só Espírito Santo, colaboram eficazmente para a salvação das almas (DV10).</p>
<p style="text-align: justify;">O Papa Bento XVI, no <a href="http://storico.radiovaticana.org/por/storico/2009-04/282145_o_exegeta_catolico_estara_atento_a_captar_a_palavra_de_deus_no_interior_da_propria_fe_da_igreja_bento_xvi_a_pontificia_comissao_biblica_so.html" target="_blank">Encontro dos membros do Pontifício Instituto Bíblico</a>, por ocasião do centenário da sua fundação em 2009, recordou que “à Igreja está confiada a tarefa de interpretar autenticamente a Palavra de Deus”, e pediu que a Sagrada Escritura seja, neste mundo secularizado, não só a alma da teologia, mas também a fonte da espiritualidade e do vigor da fé de todos os crentes de Cristo, e que os bispos, conscientes do serviço que lhes pede a Igreja, aproximem a Bíblia à vida do Povo de Deus para que confronte adequadamente as provocações que os tempos modernos expõem à nova evangelização.</p>
<div style="text-align: justify;">
<hr align="left" size="1" width="33%" />
<div>
<p><span style="text-align: justify;">[1] Ortodoxia: A palavra vem do grego &#8220;orthós&#8221; = retos e &#8220;dóxa&#8221; = opinião que, por analogia, expressa a correta doutrina.</span></p>
</div>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<div>
<div>
<p>[2] exegese: É a interpretação minuciosa de um texto ou uma obra que busca o sentido que o autor lhe deu.</p>
</div>
</div>
</div>
<p style="text-align: justify;"><strong> E-referências</strong></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Bento </em><em></em><em>XVI<em></em>, </em><em><em>papa, </em></em><a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2005/september/documents/hf_ben-xvi_spe_20050916_40-dei-verbum_po.html" target="_blank">Discurso aos participantes no Congresso Internacional por ocasião do 40ºaniversário da Constituição Dogmática Dei Verbum - 2005</a></p>
<p style="text-align: justify;"><em>Bento </em><em></em><em>XVI<em></em>, </em><em><em>papa, </em></em><a href="http://www.google.com/url?q=http%3A%2F%2Fbit.ly%2FhiS8QD&amp;sa=D&amp;sntz=1&amp;usg=AFQjCNEQm0NTXIfyL-NS34F-81UEsIBisw"> </a><a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/apost_exhortations/documents/hf_ben-xvi_exh_20100930_verbum-domini_po.html" target="_blank">Exortação Apostólica Pós-Sinodal <em>Verbum </em><em>Domini</em><em> - 2010</em></a></p>
<p style="text-align: justify;">Bíblia Católica News, <a href="http://www.bibliacatolica.com.br/blog/biblia/bento-xvi-e-biblia-metodo-historico-critico-sim-mas-a-partir-do-magisterio/" target="_blank">Bento XVI e Bíblia:  Método histórico-crítico sim, mas a partir do Magistério</a><a href="http://storico.radiovaticana.org/por/storico/2009-04/282145_o_exegeta_catolico_estara_atento_a_captar_a_palavra_de_deus_no_interior_da_propria_fe_da_igreja_bento_xvi_a_pontificia_comissao_biblica_so.html" target="_blank"> </a></p>
<p>Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, <a href="http://storico.radiovaticana.org/bra/storico/2008-11/248315_dia_de_estudo_sobre_a_palavra_de_deus_na_liturgia.html" target="_blank">Dia de e Estudo sobre “A Palavra de Deus na Liturgia” </a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_const_19651118_dei-verbum_po.html" target="_blank">Constituição Dogmática Dei Verbum</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://storico.radiovaticana.org/por/storico/2009-04/282145_o_exegeta_catolico_estara_atento_a_captar_a_palavra_de_deus_no_interior_da_propria_fe_da_igreja_bento_xvi_a_pontificia_comissao_biblica_so.html" target="_blank">Encontro da Pontifícia Comissão Bíblica em 2011 com o Papa Bento XVI - Sobre a “Inspiração e verdade da Bíblia”</a></p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.vatican.va/roman_curia/synod/documents/rc_synod_doc_20081025_elenco-prop-finali_it.html" target="_blank">Lista final de Proposições - Sínodo dos Bispos - XII Assembleia Geral Ordinária </a></p>
<p style="text-align: justify;">Soares da Costa, Dom  Henrique <a href="http://www.domhenrique.com.br/index.php/doutrina-catolica/347-a-dei-verbum-" target="_blank"> A Dei Verbum</a></p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para refletir:</strong></p>
<ol style="text-align: justify;">
<li>Como a sua Paróquia, ou a sua comunidade, tem cumprido a responsabilidade da transmissão do Evangelho?</li>
<li>O que você entende por ‘A Tradição da Igreja é de origem apostólica’.</li>
<li>Como você entende a relação existente da Tradição Apostólica e da Sagrada Escritura com o Magistério da Igreja?</li>
</ol>
<div style="text-align: justify;">
<div><div class="download-box" ><p><strong>Arquivo PDF</strong> -<strong> Se desejar “baixar” o texto, clique em:</strong> <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/wp-content/uploads/2012/02/Ficha-14-DV-2.pdf"><strong>download</strong></a></p>
</div></div>
<p>Orientações para a interação:</p>
<p>a) Você poderá  discutir este texto, presencialmente,  com seus amigos na comunidade.</p>
<p>b) Você poderá enviar sua opinião usando a caixa de comentários abaixo.</p>
<p>d) Por fim, você poderá interagir na sala de aula virtual   “Ambiente Virtual de Formação” da Arquidiocese.  Acesse <a href="http://www.avf.org.br/" target="_blank">http://www.avf.org.br/</a> e siga as orientações.</p>
<p>Aguarde a publicação da próxima ficha: 29 de fevereiro: A Inspiração Divina e a Interpretação da Sagrada Escritura</p>
<p><strong>Ao fazer uso deste texto digital, favor citar a fonte!</strong></p>
<p>Crédito da Imagem: <strong> </strong><a href="http://www.diarioregionalrs.com.br/noticias/16950/Cursilhos/Setembro_Mes_da_Biblia" target="_blank">Diário Regional de Santa Cruz do Sul</a></p>
</div>
<div style="text-align: justify;">
<p><a href="http://www.diarioregionalrs.com.br/noticias/16950/Cursilhos/Setembro_Mes_da_Biblia"><br />
</a></p>
</div>
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		<item>
		<title>O Silêncio na Web</title>
		<link>http://www.ambientevirtual.org.br/textos/o-silencio-na-web/</link>
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		<pubDate>Tue, 07 Feb 2012 15:33:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Pedro Rigolo Filho</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos e Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[46ª Mensagem]]></category>
		<category><![CDATA[Bento XVI]]></category>
		<category><![CDATA[Evangelização]]></category>
		<category><![CDATA[Palavra]]></category>
		<category><![CDATA[Silêncio]]></category>
		<category><![CDATA[web]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.ambientevirtual.org.br/?p=2388</guid>
		<description><![CDATA[No dia 24 de janeiro foi publicada a mensagem do Papa Bento XVI para o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais com o título 'Silêncio e palavra: caminho de evangelização'que será celebrado no dia 20 de maio.  Não fosse o quinto parágrafo, este texto seria visto apenas como uma reflexão sobre a necessidade do silêncio na comunicação. O fato é que as últimas publicações do Pontifício Conselho para as Comunicações, e mesmo as mensagens dos dois últimos Papas, identificaram a Web como uma das muitas maravilhas da tecnologia, tal como preconizou o Decreto Conciliar Inter Mirifica, e em razão disso, a Igreja têm incentivado a presença dos cristãos na rede mundial de computadores. De forma surpreendente e paradoxal, a mensagem do Papa para este ano propõe a reflexão sobre o silêncio na Web. Justamente por isso, ela é provocativa e profundamente iluminadora para uma pastoral urbana.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<address style="text-align: right;"> </address>
<address style="text-align: right;"> </address>
<address style="text-align: right;">O silêncio é um campo</address>
<address style="text-align: right;">plantado de verdades</address>
<address style="text-align: right;">que aos poucos se fazem palavras.</address>
<address style="text-align: right;"><a href="https://docs.google.com/viewer?a=v&amp;q=cache:Wrz-o-9i16UJ:www.rosanycosta.com.br/arquivos/category/1-e-books.html%3Fdownload%3D237%253Athiago-de-mello%26start%3D160+O+sil%C3%AAncio+%C3%A9+um+campo+plantado+de+verdades+que+aos+poucos+se+fazem+palavras&amp;hl=pt-BR&amp;gl=br&amp;pid=bl&amp;srcid=ADGEESgSs6RRITuHuiDRuzy9CB17z_DJugocOqfZKPXlz6iDyGZ2Nz39ak5rQZ3Hdl2Y3FpEyr-RjCLEfy9Zwe75m2SZrftY-AsUSF404yUubMdlxyx-t46sK5Wd704oLF7Uy-1FXziv&amp;sig=AHIEtbSYdM8IiYSll4oYhyIE6e3W3S5F3w" target="_blank">Thiago de Mello</a></address>
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<p style="text-align: justify;" dir="ltr">No dia 24 de janeiro foi publicada a mensagem do Papa Bento XVI para o 46º Dia Mundial das Comunicações Sociais com o título <a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/messages/communications/documents/hf_ben-xvi_mes_20120124_46th-world-communications-day_po.html" target="_blank">&#8216;Silêncio e palavra: caminho de evangelização&#8217;</a> que se realizará dia 20/05/2012.  Não fosse o quinto parágrafo, este texto seria visto apenas como uma reflexão sobre a necessidade do silêncio na comunicação. O fato é que as últimas publicações do Pontifício Conselho para as Comunicações e mesmo as mensagens dos dois últimos Papas reconhecem a Web como uma das muitas ‘maravilhas da tecnologia’ (Decreto Conciliar<em><a href="http://www.vatican.va/archive/hist_councils/ii_vatican_council/documents/vat-ii_decree_19631204_inter-mirifica_po.html" target="_blank"> Inter Mirifica</a></em>), razão pela qual a Igreja têm incentivado a presença efetiva dos cristãos na rede mundial de computadores. De forma surpreendente e paradoxal, a mensagem do Papa, para este ano, propõe a reflexão sobre o silêncio na Web. Em razão disso, ela é provocativa e profundamente iluminadora para a pastoral urbana.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">A Web tem atraído muitas pessoas que a consideram um espaço por excelência para resolver a ânsia da modernidade: a democrática e livre expressão do pensamento. Basta ver o sucesso das mídias sociais, erroneamente chamadas de rede sociais &#8211; como se,  por si só, elas fossem capazes de construir redes entre pessoas &#8211; nas quais pululam manifestações que vão muito além do marketing pessoal e chegam a um exibicionismo que, em alguns casos, resultam em sérios prejuízos às pessoas. Na Web e, especialmente, nas mídias sociais acontece um fenômeno que pode ser comparado com a torre de Babel (Gênesis 11,1-9), onde a maioria dos internautas se preocupa em expressar-se e mostrar-se, sem se importar com o outro enquanto pessoa. Todos querem ‘falar’ e poucos interessam ‘ouvir’, se é que alguém ‘ouve’ ou, no caso, ‘lê’ o que se publica na Web. Todos ‘falam’ ao mesmo tempo e, talvez, por isso, poucos se entendem. Numa visão mais geral, basta ver que poucos são os que se preocupam em responder e/ou interagir com comentários registrados nos sites, nos blogs ou nas mídias sociais. Especialmente no Twitter, grande parte dos twitteiros se preocupa mais em aumentar o número de seguidores do que em seguir outros. As justificativas são variadas, mas o fato é que desejam ser ouvidos sem fazer o mínimo esforço para ouvir.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Há vários anos cresce o uso da Web pelos cristãos, porém, ainda é imperceptível o diferencial que deveria decorrer da essência da vocação cristã. Infelizmente, a maioria deles não usa as mídias sociais segundo o Evangelho, mas segundo os apelos do mundo. Isso acaba sendo  um desserviço à Evangelização, pois  as atitudes acabam negando o que, por palavras, se afirma. Isso ocorre porque ainda predomina a cultura eclesial que julga que a Igreja está acima de tudo e de todos e, por isso, tem muito a falar e  pouco  a ouvir. Nesta mensagem, entretanto, o Papa ensina que não deve ser assim.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Na vertente dos documentos conciliares, as últimas mensagens para o Dia Mundial das Comunicações Sociais têm conclamado os cristãos a evangelizarem a Web, a grande expressão da cultura moderna, o <a href="http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/messages/communications/documents/hf_jp-ii_mes_24011996_world-communications-day_po.html" target="_blank">&#8216;moderno areópago</a>&#8216; definido pelo Papa João Paulo II. Pois é ali, onde muitos supervalorizam a subjetividade e negam os valores comunitários, que os cristãos são convocados pela Igreja a se fazerem presentes para Evangelizá-la. A <a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/messages/communications/documents/hf_ben-xvi_mes_20090124_43rd-world-communications-day_po.html" target="_blank">43º Mensagem do Dia das Comunicações Sociais</a>, de 2010, incentivou os jovens a viverem uma cultura de respeito, de diálogo e de amizade na Web. Dom Cláudio Maria Celli, no final do mesmo ano,  chegou a criar a expressão <a href="http://www.ambientevirtual.org.br/textos/diaconia-da-cultura/" target="_blank">‘diaconia da cultura’</a> para referir-se à urgente e necessária presença dos cristãos no chamado continente digital. Em 2011, o Papa Bento XVI, na mensagem “<a href="http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/messages/communications/documents/hf_ben-xvi_mes_20110124_45th-world-communications-day_po.html" target="_blank">Verdade, anúncio e autenticidade de vida, na era digital”</a>, enfatizou ”que não se trata de marcar presença e/ou considerar a internet apenas como um espaço a ser ocupado, mas que a Igreja deve estar presente para ser sal e luz, isto é, para da testemunhos de solidariedade e de esperança em todos os lugares!</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">A mensagem deste ano dá um passo à frente nessa proposta. Ela lança quase um desafio: promover o silêncio da escuta de Deus nos corações dos internautas, uma profunda reflexão espiritual para os tempos modernos. O apelo do Papa questiona o uso da Web pelos cristãos e traz implícita a questão se todos os supostos apelos para a interação na Web ajudam as pessoas a ouvirem Deus.  O Papa lembra que o uso da Web na Evangelização deve favorecer o encontro das pessoas com Deus e de umas com as outras e  lembra, ainda, que fazer silêncio é, também, solidarizar-se com os pequeninos de Deus que não são ouvidos e não têm voz, os excluídos do mundo. Ao afirmar que uma simples frase pode dizer muito (há quem diga que ele teria feito apologia ao Twitter), o Papa lembra que a Igreja existe para anunciar Deus e não anunciar-se a si própria, pois,  aquela que anuncia não pode se confundir com a mensagem.</p>
<p style="text-align: justify;" dir="ltr">Disso decorre que Evangelizar na Web não é somente publicar textos e doutrinar e/ou transmitir conteúdos, mas ajudar as pessoas a descobrirem a ‘resposta que o bondoso Deus  já inscreveu no coração de cada o homem’, e que somente um silêncio profundo permite escutar e ser capaz de contemplar o inefável dom de Deus que habita em cada ser humano.</p>
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<p>Imagem: <a href="http://www.sxc.hu/photo/1335322" target="_blank"> Candle</a> -<a href="http://www.sxc.hu/photo/1335322" target="_blank">Stock photo</a></p>
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